Kama Sutra – Poesia escrita por Casto
Novembro 12, 2007
Recentemente comentei com ele que sempre tive esta poesia como minha mesmo que, possivelmente, não tenha sido escrita pra mim. Um poeta necessita de muita inspiração, uma musa e sofrimento, muito sofrimento. Acho que nunca faltou nenhum destes três elementos ao casto.
É claro que em dois anos e meio de história já fui inspiração de algumas poesias dele, talvez hoje seja até sua musa, certamente também sou causadora de alguns sofrimentos, alguns nem tão sofridos assim, mas creio que o ponto principal da nossa história é que foi a poesia que nos uniu.
Foi a insana compulsão dele pela poesia que me fez notá-lo em meio a tanta gente mais bonita, rica e disponível. Foi através da poesia que passei a ler seus desejos, sofrimentos, que passei a entendê-lo e aceitá-lo, a desejá-lo aconchegado em meu colo, meu.
Bem, ele não é meu, não sei se algum dia será, não como a sociedade prega que devam ser os amantes. Acho que somos mais que isso. Mais que amor, mais que amigo, mentes simbióticas.
Kama Sutra vai contra qualquer cartilha de Dominação Feminina, se é que existe alguma, mas é pra mim, uma das mais belas poesias de amor e submissão que ele já escreveu. Afinal, em Kama Sutra, ele só a possuiu, porque ela o Dominava.

Kama sutra (Hoje será diferente – eu domino)
Vou deitar você de bruços
Coxas presas entre as minhas pernas
Teus braços estendidos em entrega total
Com o peso do meu corpo sobre tuas costas
Contendo teus movimentos
Dominada pelos pulsos
Você não poderá mais escapar de mim.
Mas nada faria ainda se pudesse…
Então vou morder teu pescoço
E tua nuca gentilmente
Lambendo tuas orelhas
Apertando os teus peitos com as mãos
Torcendo teus mamilos tão sensíveis
Delicadamente…
Quero penetrar tua vagina.
Beijando tuas costas.
Ou puxando teus cabelos para trás.
Gemendo nos teus ouvidos.
Murmurando coisas obscenas.
Em total depravação;
Até meu gozo.
Mas não antes do teu.
Lentamente…
Até o fim!
Mas não sem antes descobrir que…
Eu te possuo.
Mas quem me domina para sempre é você.
Imagem retirada da net, desconheço o autor.
Gota d’Arte – Sérgio Efe
Novembro 3, 2007
Minha admiração pelo moço é antiga, quando fiz uma brincadeira com uma das imagens do Sérgio Efe e uma poesia de Castro Alves. Fiquei sabendo dele atrávés de uma insólita aventura com o não menos admirável Biajoni. No entanto, o tempo passa, ele deixou de atualizar o seu Cantodecá no MSN Spaces e eis a minha deliciosa surpresa em ler no post de hoje do Bia, uma chamada para o novo espaço dele.

Gota d’Arte não é um espaço de imagens eróticas, mas sempre tem alguma coisa de erotismo por lá. Nem sei porque gosto tanto da obra do Sérgio Efe, mas tem alguma coisa na maneira que ele se expressa que me toca (Opa! Sem trocadilho, hein?!). Gosto do jeito abusado dele se expressar, uma mistura de arte e poesia, cheio de temas cotidianos e sempre muito instigantes. Passa lá, é no mínimo interessante de ver.