Bicho Papão / Martha Medeiros

Fevereiro 22, 2007

Adoro os textos de Martha Medeiros, eles sempre me fazem pensar. Estava a pouco lendo algumas poesias antes de dormir, quando li Bicho Papão. Adorei! Lembrei imediatamente do jardim delituoso do Pequenos Delitos. A imagem da flor foi delicadamente surrupiada do maravilhoso site Flora Mágica de Hermann Försterling. Este é outro site que vale a pena dar uma olhadinha. Veja se não é uma graça?!


bicho papão
viu moça em flor
e papoula

As imagens são belíssimas. Poesia, erotismo, sensualidade e beleza. O site é sensacional, mas selecionei algumas apenas. Espero que gostem.

Assinado: Hugo

Fevereiro 17, 2007

Cheguei ao Hugo, do Assinado: Hugo, pelo blog da Marisa W, o L[ATITUDES]. Posso dizer que ele é um Marisólogo, risos…, de tanto que conhece seus textos. Na curiosidade eu fui ao blog dele e o primeiro texto que leio é lindo, é erótico. Segue o texto abaixo: Soneto aos seio fartos e às flores.

Eram teus seios fartos dois faróis,
Onde dois grandes olhos cor de rosa
Fitavam-me, como dois turvos sóis,
E deixavam a minh’alma nervosa…

Tu, estendida e nua entre os lençóis,
Expunhas a tua flor mais cheirosa
Que, sob os teus seios de girassóis,
Travestia-se em fruta apetitosa,

De cujo aroma eu perseguia o rastro…
E nos abraçávamos, embriagados
Dos cheiros que se trançavam em nós,

A escorrer como fios de alabastro
E que faziam, quando emaranhados,
Da tua imensa orquídea uma foz.

Fugu F. anda sentindo falta dos meus textos, eu também. Tenho escrito pouco. Pouco dentro do estilo do Literatices Eróticas. O texto abaixo é meu. Acho que sou mais intensa em verso do que em prosa. Em prosa eu sou intencional, racional, mesmo escrevendo sobre algo tão instintivo quanto o sexo, minha intenção é seduzir, portanto é bem pensada. No entanto em verso eu sou só sentimento, me derramo em paixão, em emoção e escrevo, sem pensar muito.



Quando fecho os olhos ela vem.
Me ilumina.
Me fascina.
Toma conta de mim.

Quando fecho os olhos eu não durmo.
Ela invade meu sono.
Habita meu pensamento.
Se faz presente mesmo tão distante.

Quando fecho os olhos eu viajo.
E quando me toco.
Com minhas mãos me desvendo.
Como se fossem as mãos dela a acarinhar-me.

Quando fecho os olhos eu deliro.
Quase sinto os lábios dela em mim.
O toque do corpo dela no meu.
O aroma do seu corpo e do seu sexo.

Quando fecho os olhos eu me entrego
E desejo
E espero
Que saudade dela pra mim.