Quando ela enfim pediu que abrisse os olhos, ele realmente estava no quarto. Era um quarto simples, as paredes eram do mesmo tom de vermelho da sala, com teto claro, lá a iluminação também era com velas. Havia uma enorme cama tubular laqueada em branco com detalhes dourados. Lençol de cetim vermelho e almofadas da mesma cor. Um enorme armário embutido, que tomava toda uma parede. E uma grande janela, fechada com venezianas.

Ela mais uma vez pediu que ele não saísse do lugar, foi até a sala e voltou com a sacola vermelha, a sua caixinha de surpresas pensou… Ela pediu que ele deitasse na cama e ficou sobre ele. Passou a língua pelo seu pescoço, e chegando à orelha mais uma vez perguntou: “Você confia em mim?” e ele respondeu que sim. Nesse momento ela saiu de cima dele e pegou um par de meias de seda pretas na sacola.

Na penumbra ele viu que ela esticava as meias à sua frente. Atou um dos pulsos à meia e o outro à cama. Fez o mesmo com o outro pulso. Ajeitou as almofadas, de modo que ele ficasse levemente sentado. Observar aquela preparação, já estava deixando-o tão excitado, que ele sinceramente não entendeu como ainda não havia chegado a um orgasmo.

Neste momento ela ficou de pé na cama. Tirou enfim a calcinha transparente e ele pôde constatar a depilação íntima a que ela havia se submetido, era uma visão linda… Colocou um pé de cada lado dele, e muito devagar, foi desatando os cordões do espartilho. Ele explodiria a qualquer momento, não tinha a menor dúvida. Foi então que ela veio com a maior das surpresas.

Desceu da cama completamente nua e mais uma vez foi à sua sacola vermelha. De lá retirou um par de pregadores de metal, ou algo assim, eram prateados e unidos por uma delicada correntinha prata, mais uma vez ela ficou de pé sobre ele. E a visão daquele objeto em suas mãos, causou-lhe medo e excitação. Ela ajoelhou-se sobre ele, evitando aproximar seu sexo ao dele, passou aquele objeto lentamente por sobre o seu corpo, causando certo arrepio.

Ela então falou bem baixinho em seu ouvido: “Sabe o que você gosta tanto que eu faça com a boca? Meus dentes… Seus mamilos… Não será a minha boca dessa vez…” e dizendo isso suavemente prendeu um mamilo dele com o pregador, e depois o outro, ele deu um gemido. Ela então, encaixou-se a ele começou a cavalgá-lo como uma louca dizendo coisas inconfessáveis, humilhações verbais que o excitavam cada vez mais. Ele tinha tantos sentidos conectados naquele momento… Nem saberia explicar.

O aroma das velas e do suor de seus corpos. O som da música ao longe, dos seus corpos roçando um no outro, das ásperas palavras pronunciadas por ela. A lembrança do leve sabor salgado de suas solas. O visual de vê-la sobre ele, depilada, cavalgando-o, com seus seios balançando. E enfim, a sensação da dor dos pregadores em seus mamilos unida à sensação de estar totalmente dentro dela. Ele não agüentou mais segurar e explodiu em um gozo nunca antes vivido. Pensava estar tendo espasmos de prazer, tamanha a intensidade, seu corpo tremia… Fechou os olhos, e ainda assim parecia estar cego graças a um clarão que ele acreditou envolvê-lo. Sentiu o corpo ferver até quase explodir.

Sobre ele, ela pode ter a visão perfeita do orgasmo intenso que ele vivia. E aquela visão excitava-a ainda mais a ponto dela perder completamente os sentidos e pronunciar palavras que nunca imaginou dizer, rebolava como uma louca sobre ele, sentindo que aquele orgasmo era diferente de tudo que havia vivido, viu que ele fechou os olhos e explodiu em um orgasmo intenso, que parecia não ter fim, vinha em ondas, ela também fechou os olhos e nesse momento, sentiu que ia desfalecer… Era como se sua alma deixasse o seu corpo, quem sabe naquele momento eles fossem uma só alma? E então sentiu seu corpo explodir no maior orgasmo da sua vida, sua musculatura o engolia todo dentro de si, como se o quisesse para sempre dentro dela. Deixou enfim, seu corpo pousar sobre o dele, sem forças.

Com os olhos fechados, os corpos suados, completamente exaustos… Eles ficaram ali, por um tempo que não sabiam dizer quanto. Calmamente foram voltando a si. Ela então, desatou suas amarras, tirou os pregadores de seus mamilos e aconchegou seu corpo ao dele.

Foi então, que ela olhou em seus olhos, e apesar da penumbra pode ver além do sorriso em seus lábios, também lágrimas pelo canto dos seus olhos. Puxou a corrente do seu pescoço, e aproximou o rosto dele do seu. Deu-lhe um beijo muito apaixonado e disse: “Feliz dia dos namorados, amor…”

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