Uma mulata de pés cheirosos / Greco tapis
Novembro 25, 2005
Uma mulata de pés cheirosos.
Greco
De tanto ouvir meus colegas Podólatras decantarem seu tesão por pés, digamos assim, mau cheirosos, resolvi experimentar. Pés de homens não fazem meu gosto, então, onde encontrar uma mulher de pés com cheiro forte? Difícil. Já estava achando que esta fantasia não seria possível realizar quando chegou o carnaval onde o bicho fica solto e tudo é possível.
Local? Desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Onde mais se pode encontrar tantas mulheres juntas sambando a noite inteira o que significa pés super suados, sem falar no fato de que elas usam meias de nylon que absorvem o cheiro dos pés suados como nem uma outra coisa. Lá pelas 3 horas da madrugada de segunda para terça feira já estava cansado de assistir aos desfiles das escolas e decidi dar um pulo no Terreirão do Samba que fica ao lado do sambódromo. Entre dezenas de barracas lotadas, o terreirão fica tão cheio quanto o sambódromo, achei uma que estava menos tumultuada e pedi uma cerveja, a décima da noite, acho ! A minha volta muitos foliões e foliãs, brincavam em roupas sumarias e fantasias as mais exóticas e sensuais. No meio da turma avistei uma mulata alta, do tipo gostosona, digo, coxas grossas, aquela bunda maravilhosa, não era bonita mais tinha seu charme. Estava sozinha perdida no meio da galera. Fiquei observando-a por alguns minutos. Lá pelas tantas, ela, cansada, começou a procurar por um lugar para sentar, notei que queria um mais afastado, exatamente onde eu estava. Tentei fazer com que me visse, quando consegui fiz-lhe um sinal convidando-a a sentar-se. Ela aceitou e foi se chegando com aquele jeitão carioca bem solto e sensual. Sentou-se e eu lhe ofereci uma cervejinha, a minha décima terceira sei lá, dela nem sei. Levamos um papo bem bobo daqueles de conversa mole de carnaval. Vez por outra dava um jeito de olhar para seus pés. Devia calçar 40, eram bem largos, uma lancha, estava calçando um sapato de salto alto fechado Usava meias cor da pele. Dizia que estava na rua, sem voltar para casa a dois dias. Pensei logo “e sem mudar de roupa”. Seus sapatos estavam bem empoeirados. Já pensou ? dois dias sem trocar de meias e sapatos, e ainda por cima sambando a quarenta graus. Engoli em seco. Tinha que levar aquela mulher para algum lugar e meter o nariz naquelas lanchas suadas. Que ela estava afim deu logo para notar, sem rodeios convidei-a para irmos a um motel e terminarmos a noite bem legal. Ela topou. Levantamos e nos dirigimos para uma rua lateral onde ficavam os táxis. Chamei por um, entramos, disse o endereço para o motorista. Era bem perto no centro da cidade. Pedi uma suíte e subimos. No elevador fui dando um sarro na mulata, a danada gostava e estava bem alta de cerveja. Foi pegando em meu pau no elevador e dizendo besteira no meu ouvido. Chegamos a suíte e entramos.
Tranquei a porta e ela foi dizendo que tinha que tomar um banho e coisa e tal. Levei um choque. Banho? Iria estragar tudo. Corri para o quarto, ela estava sentada na cama e já ia tirando os sapatos. Quase gritando eu lhe disse que não tinha pressa para gente tomar mais uma, e fui chegando perto. Ela me olhou com um sorriso sacana e disse que se tomasse mais não ia ter “samba”, eu disse que tudo bem sem mais cerveja. Me ajoelhei e fui passando a mão em suas pernas tirando suas mãos do sapato. Ela inclinou-se para trás apoiando-se nos cotovelos. Comecei a perguntar se seus pés não estavam cansados e doídos de tanto sambar. Ela respondeu que sim e que tinha dado um show na avenida. Elogiei seu talento como sambista e me ofereci para fazer uma massagem em seus pés torturados e prisioneiros naqueles sapatos apertados, na verdade seus pés eram um pouco grandes para aquele número de sapato. Ela riu e disse que eu iria cair desmaiado pois seus pés cheiravam muito mal. Era tudo o que eu queria ouvir. Nem dei atenção, puxei o sapato bem devagar, saiu apertado fazendo barulho. O cheiro explodiu no ar. Minhas narinas se encheram com o odor forte e penetrante. Seu pé estava quente, pegando fogo. Era um pé enorme e bem gordo, largo e bruto. Não estava mal feito mais era um pé agressivo e um pouco áspero. Fiquei completamente fora de mim e meti o nariz eu seu sapato. Cheirei como um cão farejador, o cheiro era deliciosamente desagradável, eu diria fétido, mais eu estava adorando. Passei para seus pés e esfreguei minha cara em suas solas ásperas. Era tão largo que cobria meu rosto quase que completamente. Ela ria mas não se importou apenas perguntou se eu estava doidão, respondi dizendo que estava louco pelo seu chulé. Ela riu alto e disse que estava bom, e que eu ficasse a vontade. Nem precisava dizer mais nada, cai de boca, nariz e língua no pé da mulata. Quando o primeiro já estava frio e com o cheiro mais fraco, peguei o outro, descalcei e mandei ver. Primeiro o sapato. Passei a língua na palmilha e o gosto azedo amargou até a garganta. Passei para o pézão cheiroso e sem pudor lambi de cima a baixo. Acho que estava babando de tanto tesão pois sua meia ficou empapada com saliva e minha boca seca. Lambi tanto que minha língua começou a arder com a fricção. A mulata não dizia nada, de vez em quando dava uma risada e me chamava de maluco. Nestas horas o álcool ajuda bastante. Quando cansei deixei o corpo deslizar para o chão até minha cabeça estar bem próxima de seus pés. Levantei-os e os depositei sobre meu rosto sentindo o peso e cheiro que agora era só aquele que fica empregnado na meia e no próprio pé. Minha intenção era ficar assim e dormir sentindo aquele chulé gostoso. Mas a mulata tinha outras idéias. Passou o pé em meu pau e disse que agora era hora de samba. Bom! Afinal ela mereceu.
Filosofando / Beattrice
Novembro 19, 2005
O Doce Veneno do Escorpião / Bruna Surfistinha
Novembro 16, 2005
Vamos por partes, no final de 2003 conheci este amigo, grande amigo, responsável por grandes descobertas na minha vida. Este amigo é bem casado, com uma esposa linda, sedutora, tem filhos, e um belo dia ele comenta comigo que foi à Sampa pra conhecer (leia-se ter um programa) com a tal da Bruninha Surfistinha. Pra mim simplesmente: a puta de sampa. Surtei, eu sabia que ele tinha uma certa fixação pelo blog dela, mas daí a se deslocar até SP para sair com ela???
Ai gente, desculpa o meu preconceito, mas eu fiquei revoltada com ele, muito!!! Sei que não devia, podem dizer que foi dor de cotovelo e foi. Afinal eu via o casamento dele como perfeito e saber que ele foi à Sampa para dar uma trepada e ainda pagar por isso??? Morri de ciúme mesmo, sou mais ciumenta com amigo do que com namorado, eu acho. Fiquei de mau alguns meses, e não conseguia, e não consigo até hoje conversar sobre a “puta de sampa” sem me revoltar com ele.
Prazer e Dor / Provérbios
Novembro 14, 2005
Despreza os prazeres: é prejudicial o prazer comparado ao preço da dor. (Horácio)
Não há satisfação em enforcar um homem que não faz objeção a isso. (George Bernard Shaw)
Ah! Dentro de toda a alma existe a prova de que a dor como um dardo se renova quando o prazer barbaramente a ataca… (Augusto dos Anjos)
Não devemos gozar para sofrer, mas sofrer para melhor gozar. (Marquês de Maricá)
Tudo que foi prazer torna-se um fardo quando não mais o desejamos. (Proust)
Tal é o Prazer e a Dor… saem de um tronco único porque têm uma só e mesma base, eis que cansaço e dor são a base do prazer e os prazeres vãos e lascivos estão na base da dor. (Leonardo da Vinci)
Prazer e Dor são representados com os traços gêmeos, formando como que uma unidade, pois um não vem nunca sem o outro; e se colocam um de costas para o outro porque se opõem um ao outro. (Leonardo da Vinci)
A dor é a companheira indesligável do prazer. (Provérbio italiano)
Não nos contaram – Martha Medeiros
Novembro 7, 2005
Era um texto lindo, com imagens de John Lennon, Yoko, “There are places I remember” dos Beattles tocando ao fundo, mas… Algo estava errado. No fim, o texto estava creditado a John Lennon. Eu conhecia o texto, mas não lembrava dele ser do compositor. Resolvi fazer uma busca no Santo Google então, e encontrei o autor real, na verdade autora,
Martha Medeiros. Aí sim resolvi postar e compartilhar.Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem.
Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem
e práticas perversas, sinto muito.
Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer,
só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja,
e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida
merece carregar nas costas a responsabilidade de completar
o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”,
duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria
é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório
e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados,
que os que transam pouco são caretas,
que os que transam muito não são confiáveis,
e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz,
a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas,
são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, nem contaram que ninguém vai contar.
Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo,
vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém.



