Soneto 65 Descalço / Glauco Mattoso
Outubro 30, 2005
Pois bem, voltando ao que conversávamos. Entre muitas coisas ele comentou sobre o novo livro do
Glauco Matoso (A PLANTA DA DONZELA – uma releitura radical do clássico A PATA DA GAZELA de José de Alencar, na qual GM leva às últimas conseqüências a tara pelo pé feminino) e também sobre a necessidade do autor em transgredir. Acho que no fundo todos temos, poucos tem coragem de realizar, mas enfim… Fui dar uma olhadinha no site do Glauco (clica no nome dele que também chega lá), e tem muita coisa boa, muita coisa forte, muita coisa que choca, muita coisa que enoja, mas tem principalmente, muita coisa de alguém que não teme se expressar.
O pé da mulher linda é também lindo.
Assim deseja o macho que é tarado
por pés, e ninguém vê nada de errado
se a fêmea, ao descalçar-se, está despindo.
O pé do macho feio é mais bem-vindo
a quem é cego e está inferiorizado.
Este é o meu caso: escândalo e pecado,
segundo alguns; e os outros ficam rindo.
O pé da mulher linda é adocicado
devido ao trato fino e ao mel do beijo.
O pé do macho é fétido e salgado.
Mas eu, conhecedor do melhor queijo,
de letra tiro o hilário e sujo lado:
Sem pejo rimo o pé com meu desejo…
A Entrega – Memórias eróticas – Tony Bentley
Outubro 28, 2005
Cálido papel, penetrante lápiz.
Outubro 25, 2005
Sérgio Efe e suas rapidinhas deliciosas.
Outubro 19, 2005
…enquanto isso no Jardim da Deusa Mazinha / Beattrice
Outubro 19, 2005
Um pobre homenzinho tenta desesperadamente escapar da malvada Beattrice, escalando uma arvorezinha no jardim, pensando que no meio das folhagens a malvadona não o perceberia.
- Ahaaaaaaaaaa!!! Te encontrei coisa pequena! Por acaso pensou que podia fugir de mim???
- Não Senhora – disse ele cheio de medo – Estava apenas me exercitando, ficando sarado para a Senhora.
- Pensa que acredito nisso, coisa pequena? Estava fugindo sim, e vc me pegou em um péssimo dia, estou em TPM. Vou te catar agora pelos fundilhos e te esmagar num crush monumental. Vai virar pastinha de coisa pequena, e se minha cadelinha quiser, passo a pastinha no pão, para que ela coma como patê!
- Não Senhora, por piedade, não faça isso.
- Faço sim, quem você pensa que é para tentar fugir de mim?
Nesse momento, ele ouve barulho de coisas quebrando, ela coloca ele no chão, mas em cima dele coloca um copo de vidro. Ele fica ali, preso, com seu ar quase escasso. O que será que ela quer? Pra que tanta tortura?
É então que ele vê os pés de outra Deusa malvada se aproximando. Dona de pés lindos, unhas perfeitas, calçando uma belíssima sandália de tirinhas coloridas, palmilhas de oncinha. Ele ouve quando a malvada Beattrice chama-a de Deusa Juliete.
Neste momento, a Deusa juliete se aproxima e coloca um bonequinho diante do copo, e enquanto desce os seus belos pés sobre o pobre do boneco, fala com a voz mais doce:
- E aí pequenino, preparado para sucumbir sob meus pés?
Desesperado o pequenino chora, apesar de todo o medo, toda a humilhação, está terrivelmente excitado e desesperado começa a masturbar-se, talvez esse fosse o seu último orgasmo antes da sua morte. Enquanto ele se masturba, as duas se divertem quebrando os homenzinhos de plástico, carrinhos e todo resto que encontarm pelo caminho. Elas parecem perceber seu medo, seu pavor, sua excitação e se divertem com isso.
E então, como se não bastassem as duas malvadas a brincar, e torturá-lo, chega a terceira, a Deusa Mazinha, poderosa em seu escarpin preto, soberana e calma. Coloca os pés sobre um carrinho de plástico e calmamente começa a arrastá-lo para um lado e para o outro, com uma calma absurda. Ele está ali, dentro daquele copo, incapaz de fugir, apavorado, mas ao mesmo tempo latejando de tanto desejo, masturba-se cada vez mais freneticamente, vendo o carrinho pra lá e pra cá! Ela então, malvadamente percebendo a excitação dele, aumenta gradativamente o ritmo.
E quando ele está ali, dentro daquele copo, realmente prestes a ejacular, a malvada Beattrice fala com a sua voz zombeteira de sempre.
- Nananinanão pequenino!!! Quem disse que eu permiti que ejaculasse???
Ela então tira o copo de cima dele, ordena que ele se deite no chão. Ele implora por sua vida, mas ela parece impassível, as outras duas malvadas. Estão próximas, sorridentes e excitadas com aquela sua condição ridícula, mesmo sabendo estar à beira da morte, ele se encontra com o membro em riste. Ele então vê o pezão da malvada Beattrice descer lentamente sobre ele, com o dedão assustadoramente esticado. Como se com aquele gesto dissesse ok para as outras duas malvadas.
-É agora meninas!!!
- Ahhhhhh pequenininho, eu sou tão boazinha, mas tão boazinha, que estou deixando a sua mãozinha direita livre, masturbe-se! Prometo que se o esguicho de esperma chegar a altura dos meus joelhos, eu te deixo viver. Não é mesmo meninas???
E as outras duas caem numa gargalhada, como se a malvadona tivesse dito a coisa mais engraçada do mundo. Ele se enche de esperança, o que tem a perder??? Afinal, ter um braço, cabeça, tronco e penis é melhor que a morte.
E começa a sua sôfrega tentativa. Masturba-se cada vez mais, com desejo e vontade. A dor que sente, quase chega a anestesiá-lo, quase ao ponto de um desmaio, mas a visão daquelas tres enormes gigantas é talvez a cena mais humilhante e também a mais excitante de sua vida. A esperança de ser poupado, alia-se ao tesão daquela cena surreal. E é então que ele grita.
- É agora senhora! Vou gozar, tenho certeza que o meu tesão é tanto que chegará a altura dos seus joelhos. É agora! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh…
Neste momento então, as malvadas tiram os pés do pequenino, olham para o joelho de Beattrice e vêem que ele realmente cumpriu seu intento, chegou sim a melar o joelho da malvada. Beattrice então dá um suspiro, olha para o rosto das amigas e pergunta:
- Vamos tirar no zerinho ou um??? – E as outras concordam.
Sem entender o que está acontecendo, o pequenino, com um braço e duas pernas esmagadas perguinta o que está acontecendo. Nesse momento a Deusa Mazinha, que havia ganho a disputa, dá um sorriso lindo, olha diretamente em seus olhos e diz:
- Você não percebeu pequenino??? Eu ganhei a disputa, e agora vou esmagá-lo!
Ele deseperado lança um olhar para Beattrice e implora em uma última tentativa.
- Mas… Mas… A Senhora prometeu… – ele gritou em desespero.
E enquanto a amiga descia o pé calmamente sobre o pequeno, pronta para quebrar os ossinhos que restavam naquele corpinho, ele pôde ouvir as últimas palavras e a doce gargalhada da malvada Beattrice.
- Bobinho… Eu menti!
Fim!






