Sexo anal / Luiz Biajoni
Agosto 31, 2005
Biajoni tem uma narrativa ágil, gostosa e a partir de personagens comuns, como eu ou você, ele viaja na mente dessas personagens, ilustrando em um cotidiano pra lá de normal, os tropeços nossos de cada dia.
O que mais gostei no romance?! Ah, sei lá! Acho que o começo, o final… O livro todo é um orgasmo, de tão intenso e gostoso. Rolam umas cenas de sexo deliciosas, escrachadas, muitas, várias, sem sair de cima… risos. E eu que já não gosto de uma sacanagem, quase comi o livro de tão gostoso.
Pra dar água na boca estou colocando um pouquinho de Sexo Anal pra vocês. Os fãs de Medical Fetish, vão amar! Vale lembrar que o moço, Luiz Biajoni, está sem editora e quem puder dar uma força vai ser de grande ajuda, o livro é super comercial. Quem quiser contatar o autor (para dar a tal força ou adquirir o livro),
clica aqui.
- Vamos até a praça, a gente compra um lanche, senta num banco…
- Tá bom!
A ansiedade dele era grande e Virgínia não conseguia olhar-lhe nos olhos. Sentia que ela estava embaraçada. Será que queria terminar; tinha conhecido outra pessoa? Não, pensou. Até o domingo os dois estavam ótimos… ontem ela foi ao médico… Seria algo relacionado ao médico? Com certeza.
Sentaram em um banco da praça central. Estava calor. Ela olhou bem pra ele.
- Eu vou te contar algo muito estranho.
- Tudo bem.
- Você vai ter que me jurar agora que não vamos brigar por isso e que você vai fazer um esforço enorme para entender…
- Ta bom.
- Eu não precisaria te contar, você nunca ia saber. Mas eu tenho que contar, foi algo estranho e quero dividir isso com você pois eu… amo você.
- …
- Jura então!
- Tá bom, eu juro!
- Eu fui lá no médico ontem… Eu cheguei já era perto de cinco e meia e não tinha mais nenhum cliente, a secretária estava me esperando e, assim que eu cheguei, ela foi embora…
Virgínia corou em pouco, um calor subiu pela face de Luiz.
- Não sabia, não conhecia, nunca tinha ouvido falar nesse dr. Júlio… Foi o primeiro nome entre os proctologistas do caderninho do convênio. Ele veio me atender, muito simpático, muito jovem… Conversamos um pouco, falei do trabalho e tal…
Luiz arqueou as sobrancelhas esperando o pior.
- Eu disse para ele que tinha um pouco dessa… hemorróida e queria operar. Ele perguntou se me incomodava quando ia ao banheiro e eu disse que não, quase nunca. Doía um pouco depois de transar com meu namorado e no dia seguinte, às vezes…
- Precisava explicar tudo isso? Não era só dizer “quero operar!” – e pronto!?
- Não, porque em alguns casos não operam, usam apenas uns remedinhos…
- …
- Ele pediu para que eu fosse até o biombo, tirasse a roupa e colocasse um jaleco.
- Filho-da-puta!
- Não! Tudo bem! É claro que eu ia ter que mostrar pra ele! Isso eu já sabia, estava preparada…
- Não achei que você fosse empinar a bunda pra ele… Eu teria ido junto!
- Não quis te pedir para ir junto pois, com certeza, você fi caria embaraçado.
- …
- Mas ele era muito profi ssional, não ia brincar com uma jornalista, certo?
Luiz começou a não entender. Primeiro achou que o doutor talvez pudesse ter dado em cima dela. Depois que talvez ele tivesse diagnosticado algo mais sério que hemorróidas. Agora estava perdido.
- Eu fui até a maca, deitei com a barriga para baixo, como ele pediu. Com cuidado, ele foi até o jaleco levantando calmamente e pedindo permissão. Eu estava bem relaxada. Ele colocou as mãos na minha bunda, abriu um pouco… E aí aconteceu!
- O quê?
- Eu fechei os olhos, meu coração disparou e foi como se eu tivesse mijado de excitação. Fiquei totalmente molhada, minhas mãos suavam… Não sei explicar Luiz, calma…
Ele estava totalmente perdido, a cabeça rodava, não sabia mais o que esperar da história.
- Eu não sei o que aconteceu mas nunca, em toda minha vida, tive um momento de excitação… daquele jeito! Quase desmaiei. Ele me tocava com intenção médica e logo ali, um pouco embaixo de onde ele apalpava, estava minha… minha buceta… que pulsava… Eu nunca tinha sentido isso…
- E aí, Virgínia? Pelo amor de Deus!
- Ele percebeu, claro. É homem, sentiu o cheiro, sem querer tocou um pouco lá embaixo e sentiu o molhado. Acho que escorreu e molhou o lençol da maca. Escorria pelas pernas, Luiz, não estou brincando…
- E aí?
- Os bicos do meus seios estavam duros como pedra… Eu fui subindo um pouco, empinando um pouco a bunda… Eu não sabia o que estava fazendo, estava totalmente fora de mim… Fui me levantando um pouco assim também para abrir um pouco as pernas e me refrescar…
- …
- Eu olhei para trás e o dr. Júlio estava me olhando, parado, branco! Eu olhei bem pra ele e… e… pedi pra ele me comer!
- Ãhn?
- Eu falei que ia ser estranho e difícil e não estou dizendo que não tenho culpa… Quero dizer que a culpa não foi dele, ele foi legal…
- Ele foi legal? Como assim?
- Eu olhei pra ele e pedi pra ele me comer. Falei… coloca seu pau aí atrás. Ele abaixou as calças e colocou. Mexeu um pouco, eu gozei, acho que ele nem gozou…
- Vir… Eu não acredito!
- Eu não vou voltar mais lá, não quero encontrar esse cara nunca mais…
Luiz teve um pouco de ânsia, achou que fosse vomitar. Fez a imagem da namorada de jaleco azul sendo enrabada pelo médico de camisa branca, calça arreada.
- Eu não sei o que pensar, quero que nunca mais olhe para mim! O que você fez foi horrível, podia ter se controlado…
- Eu tentei, Luiz, eu juro que tentei. Eu sei que é difícil paravocê, mas não significou nada! Queria que naquele momento de tesão… fosse você e não ele quem estivesse ali…
- É incrível! Você é… uma puta!
- Não. Eu amo você tanto que queria operar para nosso sexo ficar ainda melhor… Eu estou te contando isso porque quero me livrar dessa experiência ruim, quero que você me ajude de alguma maneira… Principalmente fi cando comigo! Se não te contasse você jamais ia saber!
- Eu vou embora agora e você não me liga mais!
Luiz saiu meio que correndo. Virgínia fi cou no banco chorando por alguns momentos. Nenhum dos dois almoçou ou jantou naquele dia.
Fantasias na madrugada / Beattrice
Agosto 28, 2005
Portanto, aqueles que não gostam de ler obscenidades explícitas, é a hora de partir para outro blog e voltar amanhã… risos. Fantasias na madrugada é um doce delírio, que eu adoraria que tivesse sido verdade. Por que não???
A luz da geladeira incidia diretamente sobre a fruteira repleta de laranjas, pokans, maçãs, bananas… hummm… Bananas! Amo bananas! Sou viciada em bananas. E pra completar, a fominha que eu estou vivendo graças à dieta… Ai, nem gosto de lembrar. Antes que alguém acordasse, roubei duas bananas da fruteira (será que alguém perceberia este furto?) e fui comendo uma enquanto me encaminhava para o meu quarto.
Minha boca envolveu suave e completamente aquela grande banana, até tocar minha garganta e provocar certa ânsia de vômito. A esta altura, já tinha minha outra mão entre as pernas, meus dedos afastavam os pelinhos, molhando o dedo em mim. Já muito excitada, com o dedo médio, busquei meu clitóris e comecei a estimulá-lo.
Enquanto me masturbava, chupava a banana, a esta altura já na temperatura da minha boca, completamente molhada pela minha saliva. Tirei então a banana da minha boca e já quase gozando, enfiei-a de uma só vez dentro de mim. Hummm… Que gostoso!
Imaginei então as suas palavras. Imaginei que não era a banana, mas você. Dentro de mim, de uma só vez, sem pedir permissão, me invadindo. E gozei como uma louca. Meu corpo tremia, e imaginava o seu sobre mim. Me imaginei com as pernas arreganhadas, sentindo o teu peso. Fechei os olhos e pensei que o meu suor se misturava com o seu. Fantasiei então algo louco.
Você saindo de uma só vez de dentro de mim, me colocando de quatro e atando os meus pulsos aos meus tornozelos. Forçando a minha cabeça junto à cama e segurando o meu cabelo com firmeza. Afastando as minhas pernas com os seus joelhos e mais uma vez me invadindo, dessa vez por trás. Forçando lentamente até eu não oferecer mais resistência, e me surpreender com uma estocada violenta, quando já estava todo dentro de mim.
Você então com a voz firme perguntou a quem eu servia. E eu no auge do meu quase orgasmo, respondi distraidamente: “Você!”. Neste momento, senti meus cabelos puxados com mais força, e a sua voz mais uma vez perguntando “A quem?” Percebi o erro e humildemente respondi: “Ao meu Senhor!”
Dessa vez, você me invadiu com força, me rasgando as entranhas… Mais uma vez gozei, e dessa vez lágrimas vieram aos meus olhos, da sensação de dor da penetração. Do prazer inenarrável do gozo. Dei um grito forte, vindo de dentro de mim, exprimindo toda a força daquela sensação. Meu corpo suado, a respiração ofegante.
Abri os olhos e vi que você não estava aqui. Que o seu corpo não pesava sobre o meu, que o que havia dentro de mim era a banana e não você. A sensação daquela fantasia era tão real. Que desejo intenso, que sede, que fome de você. Fome…
Lembrei que tudo havia começado com um assalto à geladeira no meio da noite. E sorri. Tirei a banana lambuzada de dentro de mim e levei-a a minha boca. Lambi todo o meu suco que a envolvia, aquele sabor. Hummm… Mordi então a banana e comi aquela que há minutos atrás me comia. Sorrindo por dentro, pensei: “Amanhã tenho que relatar essa fantasia”.
Vitória / Alex Castro
Agosto 25, 2005
Li ontem este conto no blog LLL, aliás, quem quiser conhecer o Alê, clique no link. Como um bom escritor, ele torna a sua vida comum uma grande aventura. Vide a série, Confissões Sexuais, hilariantes e escrachadas. E voltando ao conto, para os que curtem malvadezas eróticas… Wow! Ele é tudo de bom.
Esta foto é uma homenagem ao Alê, sei que ele ama solas.
Vitória
Mas ele foi mais além: ele a seguiu. Ela percebeu seu interesse e gostou. Andou mais um pouco pela cidade, saboreando seu novo cachorrinho. Saracoteava de cá pra lá, como quem mexe um osso diante de um cão, para divertir-se vendo-o também indo de cá pra lá, de lá pra cá. Enfeitiçado. Sem vontade própria.
Finalmente, decidiu dar uma chance para que ele mesmo buscasse a própria perdição. Assim era mais glorioso pra ela, sua vitória era mais completa. Sentou-se em um banco de praça e começou a massagear seus tornozelos. Ele parou à distância e não ousou se aproximar. Mais uma vez, ela saboreou o poder que exercia sobre ele. Lentamente, soltou as correntes que prendiam seu sapato esquerdo. Soltou as correntes sabendo que, ao fazer isso, prendia ainda mais as correntes que o ligavam a ela, as correntes que pendiam de seu pescoço. Era quase como dar o nó na forca.
Com o sapato solto em seus pés, ela cruzou as pernas e começou a balançar o pé, deixando o sapato sensualmente escorregar por ele. Dali a pouco, o sapato estava pendurado por seu dedão, em um tomara que caia, quase caindo, mas sem cair, e ela mexia o pé gostosamente, e o sapato ia de um lado a outro, em um movimento pendular hipnótico. O homem não conseguia tirar os olhos do pêndulo.
Por fim, entregou-se. Abandonou-se. Como um homem que se dirige ao cadafalso, como uma mariposa que se joga contra a chama, ele se aproximou dela. Atravessou a rua e não olhou pros lados, completamente fascinado, absolutamente derrotado. Em seu transe, quase foi atropelado por um ônibus.
Ela experimentou um instante de êxtase. Ainda queria brincar com ele, como uma gata brinca com o rato que já está em suas garras. Teria sido um desperdício e uma pena ele morrer ali, debaixo de um ônibus. Por outro lado, ela pensou, sentindo um calor dentro de si, que delicioso não teria sido vê-lo perder a vida assim por ela, vítima do torpor hipnótico que ela causara, uma baixa de sua beleza e sensualidade. Que glória imorredoura aquilo não teria sido. Na verdade, pouca diferença faria. Seu destino estava mesmo selado. Era questão de tempo. O fim da história era sempre o mesmo. Sua vitória era sempre absoluta.
Ele aproximou-se dela sem palavras. Ela somente abaixou os olhos para seus pés. Ele descalçou suavemente o sapato já quase descalçado e enterrou seus lábios entre seus dedos. Ela se sentia uma verdadeira deusa, poderosa, dispondo da vida e da morte, do prazer e da frustração.
Mandou que ela a calçasse novamente. E no clique das correntinhas se fechando, sentiu que era o destino daquele homem que também se decidia, que eram as portas da sua vida que se fechavam, que o clique era dela virando as chaves em sua fechadura e trancando-o para sempre dentro de si.
Tem certeza que deseja vir comigo?, ela perguntou. Adorava fazer essa pergunta. Considerava especialmente perverso e delicioso lhes dar a opção, sabendo que eles estavam totalmente impotentes para dizer não, que os tinha totalmente sob seu poder.
Uma deusa como eu não exige menos do que tudo. Quero dedicação completa. Exijo não só seu presente, mas seu futuro, que tomarei para mim, que deixará de existir, que não mais acontecerá. Minha vitória será completa. A glória será só minha.
Ele abaixou a cabeça, aceitou os termos, selou seu destino.
Feliz, excitada, poderosa, ela se levantou e ele a seguiu até seu castelo.
Tire a roupa e ajoelhe aqui, ela mandou. Ele obedeceu. Ela caminhou até seu trono, distante muitos metros, e disse: primeiro, terá que provar seu valor. Masturbe-se para mim. Masturbe-se em minha honra. Masturbe-se em minha homenagem. Quero te ver violado, desvirginado. Por mim. Agora.
Ele se masturba. Do seu trono, ela observa aquilo com gozo crescente. Cruza e descruza as pernas, massageia sua vagina, se sente molhada, se inundando de gozo, se inundando no gozo que vê nos olhos do homem.
Ele goza e ela sussurra: de novo. E de novo. E de novo.
O homem está cansado, exausto, mas apaixonado, fascinado. Nunca pensou que sua masturbação pudesse realmente fazê-lo se sentir desvirginado e violado, mas é assim que se sente. Derrotado. Manipulado. E excitado. Quando pensa que não conseguirá mais gozar, que seu pênis não subirá mais, que nem mais uma gota será derramada, ela ordena, em sua voz linda, doce, perversa: de novo. Mais uma. Quero mais uma homenagem. Prove o seu valor.
E o pênis castigado e cansado encontra novo alento, e sobe de novo, e goza de novo, ao ver aquela mulher poderosa e malvada a sua frente, sentada em seu trono, se deliciando com seu tormento. O gozo dela é o seu prazer. Sabê-la excitada é o que o excita. Apesar de estar com seu pênis duro na mão, ele se sente mais e mais emasculado. Como se realmente não existisse senão para o prazer dela. Como se não fosse mais ele, como se não fosse mais homem, como se fosse apenas uma extensão do corpo daquela mulher. Um consolo de carne e osso.
Finalmente, extasiada de tanto prazer, mas ainda querendo mais, sempre insaciável, ela caminha até ele: agora é a hora em que vai se provar digno. Será que ainda tem potência para mim?
Ele está nos limites do seu corpo, mas a simples proximidade dela lhe dá novo alento.
Vou te dar uma nova escolha. Ainda há tempo de salvar sua vida. Vá embora agora. Levante-se, vista-se e suma. E carregue pra sempre a lembrança dessa noite, e da deusa que poderia ter sido sua. Ou então entregue-se. Aceite seu destino, abdique de sua vida, se perca na glória de me dar prazer. Morra no gozo.
Ela se delicia com a confusão em seus olhos. Ela sabe que ele a deseja acima de tudo, mas também sabe que o instinto de auto-preservação é forte. Sabe que parte dele deseja fugir dali e viver. Mas é uma luta perdida.
A mulher dá de costas e caminha até sua cama de lençóis de seda. Atrás de si, escuta o homem precariamente se levantando e seguindo-a, seus passos descalços ecoando surdamente no chão de mármore do palácio. Mais uma vez, como não poderia deixar de ser, ela vencera.
O homem puxou energias de onde nem sabia que tinha. Lembrou-se que doentes terminais muitas vezes experimentam uma súbita e inesperada melhora logo antes do fim, como se seus corpos dessem tudo de si, reunissem suas últimas energias, por saber que já não precisarão dela amanhã. O homem sabia que não haveria amanhã para ele. Não havia porque guardar energias que não usaria. Usou tudo. Queimou tudo no altar daquela paixão insana.
Transaram por horas. Quanto mais ele a penetrava, mais se sentia penetrado. Quanto mais a possuía, mais se sentia possuído. Sentia que estava tudo ao avesso. Que a cada novo gozo da mulher, sua vida se esvaía, não para frente, mas para trás. Nas mãos dela, ele torna-se mais jovem, mais inexperiente a cada minuto. Ele percebe que seu destino será mais cruel do que apenas morrer. Ele não iria morrer. Ele iria regredir até a não-existência. Sumiria. Voltaria ao nada de onde viera. A cada novo gozo, ela se fortalecia e ele se enfraquecia. Ela olhava fundo em seus olhos e sorvia sua vida a golfadas, a lufadas, com prazer.
Dentro em pouco, a transferência tinha se completado. Ela estava no auge de seu poder, uma deusa do sexo, poderosa, absoluta, gloriosa, radiante. E ele já não era mais nada, seu corpo entrou em colapso de tanto esforço, tanto amor, tanta dedicação, tanto sexo.
Fortalecida por tantos orgasmos, por tantos gozos, por tantas delícias, ela se levantou da cama para admirar o fim daquele homem que tanto se dedicara por ela, que dera a vida por seu prazer. Ele tentou levantar um braço em sua direção, mas não conseguiu. Já não tinha forças. Seus membros já não mais o obedeciam. Apenas a seguia com os olhos, olhos carentes, desesperados, apaixonados. Ela dava voltas em torno da cama, admirando extasiada a extensão da sua vitória sobre aquele homem, saboreando o prazer inaudito de tê-lo feito voluntariamente abdicar da vida por ela, se deliciando em sua dor, em seu desespero, em sua impotência.
Lentamente, ele voltou ao barro primordial. Dele, de tanto amor e devoção, não sobrou nada, só uma laminha na cama. Ela pegou aquela lama nas mãos, aquele barro ainda quente, e enfiou os dedos gostosamente nele, apreciando o barulho úmido que fazia, passou aquele barro por todo o corpo, um verdadeiro tratamento de beleza, se deliciando ainda pelas últimas energias vitais daquele homem que tanto a amava.
Por fim, com o resto do barro, moldou um pequeno homenzinho e o colocou em sua estante, junto com vários outros homenzinhos que estavam lá. Seus troféus. Provas do seu poder.
Sua vitória finalmente estava completa. Sua glória era total. Do homem, só restou um bonequinho de barro, um troféu para lembrá-la de mais uma noite deliciosa.
I Touch Myself / Divinyls
Agosto 24, 2005
É claro que eu não lembrava do nome do grupo, Divinyls, mas o que o Santo Google, protetor do internautas, não acha por nós?! A música faz parte da trilha sonora do filme Austin Powers com o Mike Myers, que é terrível, mas até que gosto das músicas. São uma delicinha. Abaixo da sugestiva foto, segue letra e tradução.
I Touch Myself
I love myself I want you to love me
When I feel down I want you above me
I search myself I want you to find me
I forget myself I want you to remind me
I don’t want anybody else
When I think about you I touch myself
Ooh I don’t want anybody else Oh no, oh no, oh no
You’re the one who makes me come running
You’re the sun who makes me shine
When you’re around I’m always laughing
I want to make you mine
I close my eyes and see you before me
Think I would die if you were to ignore me
A fool could see just how much I adore you
I get down on my knees I do anything for you
I don’t want anybody else
When I think about you I touch myself
Ooh I don’t want anybody else
Oh no, oh no, oh no
I want you I don’t want anybody else
And when I think about you I touch myself
Ooh, ooh, oo, oo. ahh
I don’t want anybody else
When I think about you I touch myself
Ooh I don’t want anybody else
Oh no, oh no, oh no
Eu me toco
Eu me amo e eu quero que vc me ame
Quando eu me sinto pra baixo eu quero vc em cima de mim
Eu me procuro e eu quero que vc me ache
Eu me esqueço e eu quero que vc lembre de mim
Eu não quero mais ninguém
Quando eu penso em você eu me toco
Eu não quero mais ninguém oh não…
Vocé é o único que me faz vir correndo
Você é o sol que me faz brilhar
Quando você está por perto eu estou sempre sorrindo
Eu quero te fazer meu
Eu fecho meus olhos e vejo vc antes de mim
Penso que eu gostaria de morrer se vc estivesse me ignorando
Um tolo não pode ver apenas que eu adoro vc
Eu me ajoelho eu faço tudo por você
Eu não quero mais ninguém
Quando eu penso em você eu me toco
Eu não quero mais ninguém oh não…






