Ela disse - Ele disse
Fevereiro 23, 2008
Uma inversão de papéis. Não, o conto a seguir não trata do tema, mas é que depois de mostrar este conto, onde faço toda a narrativa do ponto de vista masculino, o Casto perguntou se poderia fazer uma continuação do conto e eu disse que permitia, desde que fosse do ponto de vista feminino. Jogo feito, sorte lançada. O que vocês vão ver a seguir é esta experiencia. Espero que gostem.
Carinha de Anjo
- Cara, eu preciso contar pra alguém o que me aconteceu senão vou pirar – disse ele afobado, muito preocupado e ansioso, até.
- Fala aí, Mané, mas respira, porque senão você não me conta é nada – incentivei já bem curioso.
- Sabe a Paulinha? Aquela bonitinha que a gente conheceu na praia… Tava com tia, sobrinho, papagaio, periquito, lembra?
- Aquela com carinha de anjo? Claro que lembro, vocês estão saindo, né? Tá criando, né rapaz? Vi vocês outro dia lá na beira da praia – dei uma sacaneada batendo no ombro dele, mas ele suava frio.
- Sacaneia não moleque! Quando eu te contar o que aquela carinha de anjo fez comigo, putaqueopariu…
- Tô ficando preocupado, cara, conta logo.
- Então, depois daquele dia na praia grudei na menina. Peguei telefone e tal. A guria além de linda é inteligente, quer ser astrofísica, manja um monte de coisa que eu não entendo nada, mas que eu fiquei tão fissurado nela que até fui olhar no Google pra não dar vexame. Toda vez que eu ligava ela estava ocupada, estudando, no cursinho, no francês, no inglês… Cara que mulher difícil. E acho que quanto mais ela me despachava, mais eu gamava… – dei uma risadinha, que otário, pensei, mas ele continuou.
- Você ri, né? Tá rindo porque não prestou atenção direito naquela bunda empinadinha, naqueles peitos que cabem na mão, no andar dela… Putz, a Paulinha andando me mata, aqueles vestidinhos soltos que ela usa acabam comigo. Meti na cabeça que enquanto não pegasse a guria não ia sossegar.
Aquele dia que você viu a gente na beira da praia eu tinha convencido ela a tomar uma água de coco, entre o inglês e o cursinho, pra não atrapalhar a agenda. Foda é que nem com todos os meus esforços consegui roubar um beijo daquela deusa. E quanto mais a mina me sacaneava, mais eu gamava. Tava nem dormindo mais. Pior que ela parecia notar, mas fingia arzinho de inocente, saca? Aquela guria é um demônio, tô hipnotizado, sei lá.
- Pô cara, se tá assim sai fora, você o rei da mulherada, vai deixa aquela coisinha de dominar?
- Não! O pior você não sabe, não faz idéia, tenho até vergonha de contar, mas se não contar pra alguém eu vou explodir. Você é meu amigo, vai me ouvir, não vai?
- Você já está enchendo, cara, conta logo. Tô começando a ficar preocupado, caralho!
- Na sexta passada ela me ligou, do nada, perguntando se eu podia passar na casa dela. Os pais estavam viajando e ela não queria ficar sozinha. Pensei, pronto, ela caiu na minha, está no papo, vou me dar bem. Corri pra casa dela, só deu tempo de tomar um banho e sair, meu pau latejava de tanto tesão, bati uma pra ela no banho mesmo, pra não chegar lá de pau duro e passar vergonha, ia parecer adolescente babão, não dava.
Ela me abre a porta do apê com um pijaminha rosa. Cara… Pijaminha rosa, sem sutiã nem calcinha, só a porra do pijama. O peitinho dela parecia querer furar a blusa, minha boca encheu d’água, o pau ficou duro de novo e eu não sabia mais o que fazer. Ela sentou no sofá jogou uma almofada no chão, mandou que eu sentasse, disse que estava ouvindo música e passando creme no pé, pouco antes de eu chegar. Perguntou se eu queria passar creme no pé dela. Aceitei na hora, é claro.
Você já teve tanto tesão numa mulher que teve a sensação de que acariciar o pé dela é a mesma coisa que acariciar qualquer outra parte do corpo? Era exatamente isso. Enquanto eu acariciava aquele pé, o telefone tocou, era a Ana, amiga dela. Ela começou a conversar com a amiga e simplesmente esqueceu de mim. Fala sério, a guria esqueceu aquele pé lindo no meu colo e eu fiquei ali, ouvindo a conversa dela e massageando aquele pezinho. E nem te conto, ela tava conversando sobre outros caras, deu pra sacar, mas minha sede de pegar a mina era tanta, que eu fingi não ouvir nada e fiquei só passando creminho no pé dela. Melhor dividir com os outros do que comer merda sozinho, não acha?
- Você tá ficando louco cara, a guria estava falando de outros caras na tua frente, te ignorando aos pés dela e você ficou só passando creminho? Você pirou!
- Calma, calma, você ainda não viu nada! Quando eu disse que aquela carinha de anjo escondia um demônio eu não estava brincando não. Depois de mais de uma hora conversando com a Ana, ela disse que estava com sede, mandou eu ir pegar água pra ela na cozinha. E eu fui. Sei lá, quando eu disse que ela me enfeitiçou não estou brincando. Quanto mais ela me fazia de otário, mais eu gostava. Aumenta o som, abaixa o som, troca o CD… Cara, eu não sei o que tanto ela tinha a falar com a amiga, mas acho que ela ficou umas 3 horas no telefone.
- E você lá! Passando creminho – zombei.
- Não… Fiz uma porrada de coisa pra ela, ela pedia de uma maneira que eu não tinha como negar. Pedi pizza, cortei, coloquei nos pratos… Tava até gostoso ficar ali servindo ela, mas quando ela desligou, putaqueopariu…
- O que? O que foi? – já tava curioso com o que viria depois, meu amigo tava doido, queria saber até onde ele desceria por conta da tal Paulinha.
- Ela me chamou pertinho e me agradeceu dando um beijo, cara, mas foi um puta beijo. Você não tem noção. Quase que eu gozei ali, nunca um beijo me deu tanto tesão. Pensei, é agora que eu como, mas quem disse? Ela levantou e foi pro quarto dela, pedindo que eu fosse também, e quando eu fui andando ela com a voz mais doce do mundo disse que não de pé, de quatro, igual cachorrinho.
- E você foi?
- Claro! Você não tem noção do que é um pedido dela. É impossível dizer não. Fui atrás dela, de quatro, igual cachorrinho, tendo a visão mais linda do mundo daquela bundinha empinada enquanto andava.
- Cara, você está com problemas, já viu como os teus olhos estão brilhando? Você tá doido… Pelo menos comeu?
- Espera cara, deixa de ser ansioso, o pior ainda está por vir, de anjo ela só tem a carinha e você vai me entender por que digo isso. Quando cheguei no quarto, ela pediu que eu ficasse de pé novamente, me deu outro beijo que me deixou com 110% de paudurescência, encostando o corpo ao meu, me deixando sentir que estava mesmo sem calcinha e perguntou ao meu ouvido se confiava nela. É claro que confiava, confirmei. Como eu te disse antes, faria tudo para comê-la. E aí sim eu acho que fiz merda cara.
- Por que? Por que?
- Porque aquele demônio de pijama cor de rosa, tinha uma maletinha também rosa, onde tinha um monte de coisas, que de longe eu só conseguia ver que eram todas também rosa.
Soltei uma gargalhada, era rosa demais, ninguém merece.
- Não ri cara! Se fosse só aquela porrada de coisa rosa, mas a guria me convenceu a tirar a roupa, sentar na cadeira e me algemou com as mãos para trás. Porra, a algema tinha pelúcia rosa, até eu queria rir daquele kit Pink Panter, mas estava com um puta tesão, cada vez que sentia ela roçar os peitinhos e a bucetinha em mim.
- Cara, a Paulinha é sadomasô? Com aquela carinha… Putaqueopariu!
- É sadomasô que se diz? Sei lá, só sei que meu pau não descia de jeito nenhum, nem quando ela colocou um lenço em meus olhos tapando minha vista, quanto mais quando senti ela colocar um treco prendendo meu mamilos, só disse que não curtia dor, mas ela era foda, uma morde assopra. Fazia uma ruindade e um carinho. Cara, a guria sentou no meu colo, encostando a bunda no meu pau e se masturbou em cima de mim. Ela dizia passo a passo o que estava fazendo. Senti a respiração ofegar, o corpinho estremecer, ouvi o gemidinho e não via porra nenhuma. Nem podia fazer nada, caralho. Tava amarrado e com os olhos vendados. A Paulinha é foda. Eu doido pra fuder aquela bucetinha e ela se masturbando e me enlouquecendo ali com a bunda no meu pau e o próprio dedinho nela. Foda!
Meu pau latejava, eu implorava por aquela xoxotinha e ela ria. Putz, que mulher malvada. Ela se divertia igual criança. Teve uma hora que percebi, ela queria me colocar uma mordaça. Eu gelei! Não queria consentir, mas…
- A Paulinha sabia convencer… Sei. – disse sacaneando.
- Pois é cara, deixei ela colocar aquela bola com umas tiras na minha boca, devia ser rosa, nem sei, tava de olho fechado mesmo. Depois disso ela me amarrou o pau vinha com um treco e dava umas batidinhas nele, não chegava a doer, ela tinha cuidado, mas com as bolas amarradas, até a mamada que ela deu em meu pau doía. Doía e o pau ficava duro, muito duro. Ela mamava de um jeito que eu pensava que ia esporrar num misto de dor e prazer. Com a mordaça, eu sentia a chupada dolorida, mas podia gritar à vontade, urrar, ela sorria e dizia que era só mais um pouquinho.
- Porra você é doido, me deu dor aqui só em pensar. Que mulher maluca! Você foi dar parte na polícia? Depois dessa nem te pergunto mais se comeu, do jeito que é doida…
- Que polícia cara! Nem te contei o pior…
- Caralho! Tem pior?
- Ou melhor, sei lá, depois disso, nem sei mais de nada. Quando eu pensei que a sensação mais doida de prazer e dor que eu poderia passar era essa mamada no meu pau, ela veio com uma camisinha e encapou o cara lá embaixo. Liberou as amarras e meu pau quase explodiu, como se todo o sangue do meu corpo estivesse fluindo para o pau, que pulava, você não tem noção. A safada sentou nele e começou a trepar, cavalgando ele, minhas bolas doíam, mas meu pau era um sem vergonha e estava adorando a potrinha doida pulando nele. Ainda bem que eu estava amordaçado, porque ouvir aquela guria gemendo e roçando os peitos em mim, foi foda, gozei num berro, forte, senti a porra sair, enquanto meu corpo estremecia, e o dela também, ela tinha gozado também, foi tesão demais. Fiquei um tempo ainda sentindo os espasmos, a contração da bucetinha dela em meu pau. Fiquei muito tempo ali, sentado, com ela sentada em mim, até que ela levantou, vestiu um roupão, nem vi a guria pelada, acredita?! Ela me tirou a venda, as algemas, mandou eu me vestir e ir embora. Saí de lá tonto, cara…
- Putaqueopariu!
- Putaqueopariu digo eu meu amigo, que foda!
- Cara essa guria é doida você tem que dar parte dela. Ela é psicopata, tem dupla personalidade, sei lá… Sai fora
- Que psicopata, mané, ela é uma deusa, isso sim. A mulher é tão gostosa, que pode fazer o que quiser comigo que eu deixo isso sim.
- Pirou… Essa mina te usou cara.
- Pirei nada, foda é que quanto mais eu ligo, mais ela me ignora. Desde sexta-feira já deixei trocentos recados e ela só me atende quando quer, fala comigo o tempo que tem vontade e o pior é que eu não paro de pensar nela.
- Fudeu!
- Não… Eu tô na boa, ela deixou escapar que neste próximo fim de semana os pais vão viajar novamente e pode ser que ela precise de mim. Bom, tô na torcida, né? A esperança é a última que morre.
Conversa Telefônica
trim-trim..
- Alô…
- Oi Ana, é a Paulinha…
- Oi meu amor, tudo bom? Tava preocupada contigo! Você não me ligou, sempre liga… Como foi a cena com o carinha da praia? Me conta…
- Pois é, foi muito mais do que uma cena, affff… Foi demais… Só que eu tô te ligando para te pedir um favorzinho e também conversar um pouquinho.
- Mas o que rolou entre vocês?
- Você já deve imaginar o que rolou depois que desligamos…
- Ah, claro, mas fala logo amiga… Quer me matar de curiosidade!
- Ai Ana, ele é muito, muito gostoso, tem um bum-bum durinho e um potencial submisso incrível. Um diamante bruto…
- Não exagera! Detalhes, conte-me os detalhes.
- Você sabe que eu não sou exagerada. Bem e sabe do que eu gosto não é? Ele dançou a minha música… Sinceramente… Quando vejo uma oportunidade, não desperdiço…
- Com certeza Paula!
- Eu acho que o Marcelo tem grande potencial para se tornar meu! Digo meu escravo! Meu homenzinho submisso, que vai realizar todos os meus desejos. Eu Vou investir nele, vou criá-lo. No início, eu tava só me divertindo, não queria nada com ele. Mas.. Você vai ver do jeito que eu vou deixá-lo.
- Por quê você achou tudo isso? Ele não é exatamente um Dionísio, é até mediano em vários aspectos!
- Por que ele aceitou tudo, fez tudinho que eu mandei, sem vacilar… Ele foi perseverante, me procurou durante dias e foi muito viril… Eu desdenhei, esnobei, humilhei e ele resistiu… Ele sofreu um bocado na minha mão, mas mesmo assim continou…
- Sério?
- Sim! E ele tem uma língua nervosa… O desejo dele por mim foi mais forte do que tudo. Eu o pus a prova… O tesão dele foi maior do que o constrangimento ou medo. Ele teve coragem e muita testosterona. Eu vi que quanto mais eu o humilhava, mais ele se ressentia, mais se excitava e se entregava.
-Estava indefeso, todinho na tua mão…
- Sim e quando estava vendado, ficou hiper receptivo ao meu toque e carícias. Depois que eu o amarrei na cadeira, ele explodiu de tesão! Quando amarrei o pau dele com àquelas titinhas de couro… Nossa! Ficou pulsando, latejando e não parava de gemer…
- Você é uma bruxinha malvada! No primeiro encontro e já aprontou com o cara… Não acredito que você fez tudo isso na primeira vez…
- Ana, ele Andou de quatro na coleira como um cachorrinho na minha casa…
- Você tem borogodó mesmo mulher!
- Não se trata disso… Já te expliquei… Todo homem é candidato a submisso, por que pensam com a cabeça de baixo, quanto mais tesão melhor. Na realidade os homens são todos escravos de si mesmos, de seus hormônios e de seu desejo de transar e gozar. Eles fazem tudo por nós quando têm tesão. Faz parte da natureza deles. E a gente tem que saber tirar proveito disso. Enquanto não gozam é tão fácil amiga…
- Paula, Você sabe muito bem como conduzi-los…
- Sim, só acho que não se pode ter pena deles ou dar moleza….
- Mas ele teve alguma recompensa?
- Claro, eu gozei muito!
- E ele?
- Preciso te responder? Claro que não!
- Só a gente que goza!
- Você tem toda razão amiga, mas sinceramente… Eu acho que é muito melhor para eles ficarem assim, basta se acostumar.
- Os submissos têm o privilégio de dos servir e adorar…
- O homem-escravo é muito mais feliz do que o homem-galinha, homem-egoísta, homem-machão, enfim homem-livre. O homem-livre faz besteira, não se completa ou satisfaz nunca. Ele se machuca facilmente e machuca as pessoas ao seu redor. Tudo mundo acaba triste.
- Por isso, eles precisam de constante supervisão e controle feminino… É melhor para eles e muito melhor para nós!
- O Marcelo é um sortudo por ter caido nas minhas garras! Tomara que ele aproveite essa oportunidade…
- Os homens livres são uns traidores…
- Lógico Ana, sem falar na questão da traição… Homens livres são infiéis por natureza, é impossivel para eles, por isso precisamos fazer com que eles abdiquem da sua liberdade por livre e espontânea vontade para se tornarem criaturas fiéis, felizes e realizadas.
- Isso mesmo, não toleramos traição e mentiras… E o que ele tem de especial além da submissão inata…
- Claro Ana, traição não tem perdão! Bom, eu realmente gostei dele, da pele, beijo, ele foi tão meigo ao sofrer na minha mão. Quero colocá-lo no programa de castidade imediatamente. Sábado ele sai lá de casa usando cinto de castidade!
- Boa sorte amiga, tenho que ir trabalhar agora. Bem, depois nos falamos via MSN…
- Ok. Beijos querida. Quero te pedir teu chicote rabo-de-gato emprestado e aquele prendedor de mamilos perverso. Você me empresta aquele modelito em couro?
- Claro, passa aqui em casa que eu te empresto, pega o que precisar. beijos, tchau…
- Valeu amiga tchau…
A primeira vez de Afrodite - Afrodite
Janeiro 17, 2008
O blog está começando, o nome é Faz Parte do Meu Show - o nosso personagem de cada dia. Os autores Dionísio e Afrodite, personas de dois jovens cheios de boas histórias pra contar. O que podemos esperar? Bem… Segue uma amostra abaixo. É ler e conferir.

Ele demorou a chegar, mas quando o vi meus olhos brilharam e o meu desejo aumentou…
A última vez que nos vimos tínhamos ido ao cinema, foi no cinema que senti pela primeira vez o gosto do beijo dele, quando ele me beijou meu corpo todo se arrepiou, meu tesão aumentou e o que eu mais queria era sentir o corpo dele, mas no cinema não tinha como…
Depois daquele encontro só falávamos por MSN e telefone, e hoje ele está aqui na minha frente me olhando e me comendo com os olhos…
Saímos dali e fomos direto para o motel, a cada passo que dávamos sentia seu cheiro e meu tesão aumentava… Quando chegamos ele me jogou na cama e me beijou com desejo, meu corpo estremecia e pedia por ele, a cada toque dele meu tesão aumentava e eu já me sentia molhada, ele me beijou toda sem pressa, enfiou sua língua quente dentro da minha boceta encharcada e isso me fez contorcer …
Aquela língua dentro de mim me fazia estremecer, sentia um tesão imenso, não agüentava mais e sentei sobre o pinto dele, pinto lindo, duro quente e gostoso…
A cada rebolada que eu dava via os olhos dele brilharem, olhava aquele rosto lindo, maravilhoso, aquela boca que acabava de me chupar, podia ver a boca dele toda molhada com o meu desejo, beijei aquela boca e pude sentir meu gosto nela…
Ele me pegou de quatro, segurou minha cintura e enfiava aquele pinto maravilhoso dentro de mim, eu o queria e agora eu o tinha dentro de mim, o desejo era muito forte, o tesão aumentava, não agüentando mais gozamos juntos… Ouvir o gemido de prazer dele me deixou mais excitada e o querendo mais e mais…
Deitamos juntinhos… Ele me abraçou, me beijou e pegamos no sono…
Voltamos ao que era antes, conversas pelo telefone e MSN, mas agora algo mudou…Eu sei o gosto dele e ele sabe o meu…
Kama Sutra - Poesia escrita por Casto
Novembro 12, 2007
Recentemente comentei com ele que sempre tive esta poesia como minha mesmo que, possivelmente, não tenha sido escrita pra mim. Um poeta necessita de muita inspiração, uma musa e sofrimento, muito sofrimento. Acho que nunca faltou nenhum destes três elementos ao casto.
É claro que em dois anos e meio de história já fui inspiração de algumas poesias dele, talvez hoje seja até sua musa, certamente também sou causadora de alguns sofrimentos, alguns nem tão sofridos assim, mas creio que o ponto principal da nossa história é que foi a poesia que nos uniu.
Foi a insana compulsão dele pela poesia que me fez notá-lo em meio a tanta gente mais bonita, rica e disponível. Foi através da poesia que passei a ler seus desejos, sofrimentos, que passei a entendê-lo e aceitá-lo, a desejá-lo aconchegado em meu colo, meu.
Bem, ele não é meu, não sei se algum dia será, não como a sociedade prega que devam ser os amantes. Acho que somos mais que isso. Mais que amor, mais que amigo, mentes simbióticas.
Kama Sutra vai contra qualquer cartilha de Dominação Feminina, se é que existe alguma, mas é pra mim, uma das mais belas poesias de amor e submissão que ele já escreveu. Afinal, em Kama Sutra, ele só a possuiu, porque ela o Dominava.

Kama sutra (Hoje será diferente - eu domino)
Vou deitar você de bruços
Coxas presas entre as minhas pernas
Teus braços estendidos em entrega total
Com o peso do meu corpo sobre tuas costas
Contendo teus movimentos
Dominada pelos pulsos
Você não poderá mais escapar de mim.
Mas nada faria ainda se pudesse…
Então vou morder teu pescoço
E tua nuca gentilmente
Lambendo tuas orelhas
Apertando os teus peitos com as mãos
Torcendo teus mamilos tão sensíveis
Delicadamente…
Quero penetrar tua vagina.
Beijando tuas costas.
Ou puxando teus cabelos para trás.
Gemendo nos teus ouvidos.
Murmurando coisas obscenas.
Em total depravação;
Até meu gozo.
Mas não antes do teu.
Lentamente…
Até o fim!
Mas não sem antes descobrir que…
Eu te possuo.
Mas quem me domina para sempre é você.
Imagem retirada da net, desconheço o autor.
Gota d’Arte - Sérgio Efe
Novembro 3, 2007
Minha admiração pelo moço é antiga, quando fiz uma brincadeira com uma das imagens do Sérgio Efe e uma poesia de Castro Alves. Fiquei sabendo dele atrávés de uma insólita aventura com o não menos admirável Biajoni. No entanto, o tempo passa, ele deixou de atualizar o seu Cantodecá no MSN Spaces e eis a minha deliciosa surpresa em ler no post de hoje do Bia, uma chamada para o novo espaço dele.

Gota d’Arte não é um espaço de imagens eróticas, mas sempre tem alguma coisa de erotismo por lá. Nem sei porque gosto tanto da obra do Sérgio Efe, mas tem alguma coisa na maneira que ele se expressa que me toca (Opa! Sem trocadilho, hein?!). Gosto do jeito abusado dele se expressar, uma mistura de arte e poesia, cheio de temas cotidianos e sempre muito instigantes. Passa lá, é no mínimo interessante de ver.
O Lago e o Vulcão - Conto escrito por Beattrice
Outubro 28, 2007

Era uma vez…
… um lago à beira de um vulcão adormecido. De águas límpidas e plácidas, temperatura agradável e convidativa. Uma paisagem absurdamente linda, retratada por inúmeros artistas da região. Por ser um local de muito difícil acesso, só podia ser contemplado ao longe.
Conta a lenda que em tempos muito mais que distantes, havia na região uma aldeia e perto dele um castelo onde, solitária, vivia uma Rainha sem rei. Muito bela e inteligente, era uma mulher à frente do seu tempo. Em um mundo onde só os fortes sobreviviam, ela ousava reinar com inteligência, magnitude e benevolência, fazendo disso a sua fortaleza. Às vezes parecia fria e distante, no entanto, era justa, mas eventualmente caprichosa e malvada, como só as Rainhas podem ser.
Dizem que na ânsia de encontrar um companheiro para o seu trono, uma vez ao ano ela promovia uma festa. Uma espécie de torneio no solstício da primavera, que era aberto a qualquer homem do reino e seus arredores. Ao futuro rei, seria ofertado o seu maior tesouro. Tesouro este não revelado, no entanto extremamente cobiçado, afinal era um reino próspero, cheio de riquezas. Sem contar que o vencedor partilharia, até a morte, o leito com sua bela Rainha que tinha a fama de ser sexualmente insaciável.
Nestes torneios, que começavam em festas de três dias e três noites, onde o feminino e a cultura eram enaltecidos e reverenciados. Apenas no último dia a Rainha comunicava que apenas um, entre todos aqueles homens, havia sido escolhido para a última prova. A este homem, era dado o poder da escolha de submeter-se ou não à prova.
A prova era passar uma noite com a Rainha, saciando-a de todas as formas, inclusive sexualmente. Conta a história que a Rainha era uma mulher excêntrica, cheia de desejos incomuns, extremamente voluntariosa, às vezes até um pouco sádica, mas também muito doce e carinhosa. Todo o reino comentava à boca pequena suas excentricidades. Ainda assim, não faltavam candidatos ao trono. A pena para aquele que não a satisfizesse era simples. Deveria escolher entre a morte ou a escravidão.
Ano após ano. A festa era cuidadosamente planejada, os convidados cuidados e servidos como se fosse o próprio futuro rei. Durante os três dias e três noites da festa, mulheres seminuas, verdadeiras ninfas, serviam e dançavam para os candidatos, que estavam a todo o tempo sob o olhar atento da Rainha. Que fazia questão de conversar com cada um deles, em grupo e reservadamente. Alguns se excediam na bebida, outros na comida, outros falavam demais contando vantagens, brigavam entre si, alguns se excitavam com as serviçais e davam pequenas fugas para os seus aposentos. No entanto, nenhum deles sabia que estavam de certa forma, sendo um a um previamente eliminados da prova pelas suas próprias atitudes.
Quando a Rainha finalmente fazia a sua escolha diante de todos, inicialmente era um motivo de grande orgulho ao escolhido. Que enchia o peito, feito um pombo garboso diante dos que foram subjugados. Em particular, ela fazia claramente a proposta. Se o candidato se sentisse inapto para satisfazê-la, tinha todo o direito de retirar-se naquele instante, com liberdade e com vida, no entanto, sem honra. Alguns faziam esta opção, mesmo com todo o desejo, o medo era maior e saíam do reino cabisbaixos e humilhados.
Outros, por orgulho e convicção, aceitavam o teste, mas eram tantos os caprichos da Rainha, que parecia ser realmente insaciável tanto em seus desejos ditos simples, quanto no sexo. Que ao amanhecer, após uma noite servindo-a de todas as formas, percebendo-a ainda insatisfeita, o candidato repudiado preferia a morte à servir a tirana por uma vida como escravo.
Dizia o povo, que a estes candidatos, que pelo menos ousaram tentar satisfazê-la, ela lhes dava uma morte gloriosa. Como aceitavam resignadamente o seu destino, recebiam um tratamento especial. Eram amarrados em um trono de veludo vermelho por quatro lindas serviçais nuas, vendados, acariciados e beijados por cada uma delas, sob o olhar atento da Rainha. Invariavelmente, mesmo sabendo da iminente morte, a ereção e o prazer destes homens eram indescritíveis.
Somente depois de algum tempo observando a sensual agonia do outro, sobre o membro rijo a Rainha sentava-se até encaixá-lo completamente dentro de si e delicadamente cavalgá-lo. E quando finalmente ela o sentia completamente rijo e pulsante dentro dela, parava o movimento e massageava-o apenas com suas contrações internas, até perceber a respiração dele ofegar prestes ao orgasmo. Neste momento, ela tirava uma grossa corrente de ouro do próprio pescoço, envolvia no dele e estrangulava-o, aumentando freneticamente o ritmo da penetração até junto com o orgasmo dele, vir também seu último suspiro. Ninguém entendia como a Rainha podia ser tão boa, mas também tão malvada.
E assim passaram anos, reinando firme e serenamente o seu povo. Todo ano, a cada festa saíam homens humilhados ou mortos, mas nenhum escravo. A fama da Rainha bela e perversa ganhava o mundo. Ela era a própria contradição em forma humana. Extremamente justa e benevolente com seu reino, mas profundamente perversa com seus possíveis reis. Cada dia ela ficava mais insatisfeita e inquieta, cada dia ficava mais solitária. Chegando quase ao ponto de contentar-se com esta solidão. No entanto a sua busca era quase uma compulsão e no ano seguinte, lá estava o torneio outra vez.
Foi então que um dia, no que poderia ser mais uma festa, como tantas outras. Ela viu aquele homem tímido em um canto. Estatura mediana, jeito mediano… Não falava demais, nem de menos. Não chamava atenção e nem passava despercebido. Entre tantos príncipes e reis ela o percebeu. Aquele homem comum. Durante os três dias de festa ele acompanhou-a com os olhos, com cobiça e respeito, respondeu ao seu chamado com um olhar, antecipou seus desejos, não invadiu seu espaço. Durante o sarau recitou poesias, deixou-a completamente envolvida e excitada, com tamanho erotismo em palavras. Para surpresa de muitos, mas não dela, foi ele o escolhido. E quando em particular ela fez a proposta, ele resignadamente aceitou. “Será uma honra serví-la, minha Rainha!” disse ele. “Mesmo que seja a última coisa que fará na vida?”, ela perguntou como sempre fazia. E ele assentiu cabisbaixo.
Naquela noite, ela não foi menos exigente, caprichosa ou sexualmente insaciável do que sempre foi. O humilhou de diferentes formas, usou-o sexualmente, amarrou, espancou… Talvez até mais do que qualquer outro até então. E quando enfim o dia amanheceu ela, para sua própria tristeza, ainda estava insaciada. Dentro dela um grande vazio, tristeza, será que nem aquele homem tão solícito e preocupado com o seu prazer seria capaz de saciá-la? Era sua existência uma maldição? Respirou fundo então e, mesmo acostumada à resposta de que preferiam a morte, ela fez a proposta. “Deseja a morte ou a escravidão?” E ele então, para sua surpresa, ajoelhou-se diante dos seus pés e em posição de reverência, sem levantar os olhos respondeu: “Depois dessa noite, minha Rainha, a morte seria não ser seu escravo… Imploro que não me mate, não agora, pois quero servi-la até o fim dos meus dias.”
Pôs-se então a chorar e lavar os pés dela com suas lágrimas. Aquele ato de tamanha reverência e subserviência desconcertou-a. Algo indescritível e inexplicável. Tanto, que alguma coisa estranha aconteceu dentro dela. Colocou-o de joelhos diante de si e estapeou-lhe a face. “Recomponha-se homem. Não tem vergonha de chorar diante de uma Rainha?” e ele mais uma vez cabisbaixo respondeu que vergonha seria não ser completamente submisso e seu escravo. E naquele momento algo mudou na Rainha.
Conta a lenda que naquela manhã a Rainha o amarrou à cama e, cada vez mais severa, de todas as formas fez uso de seu corpo, de todos os seus orifícios, soltando-o apenas em momentos que queria-o como macho sobre si. Cobrindo-a como sua fêmea. Em sua boca ela liberou inúmeras vezes seu suco, sendo inclusive este o seu único alimento ou bebida. Por mais três dias e três noites ela e ele continuaram ali, trancados em êxtase e paixão. E no final da terceira noite, um tremor de terra amedrontou toda a cidade. E o vulcão, outrora instinto, com muita fumaça e lava entrou em erupção colocando toda a cidade desesperada em fuga. Exceto a Rainha e o escravo, que continuaram naquele quarto, alheios a tudo, entregues um ao outro até toda lava cobrir a cidade. Há quem diga que ao longe se ouviam gritos e gemidos de prazer até a cidade ser completamente coberta.
Dizem também que foi a paixão daqueles dias que provocou a erupção, que a rainha finalmente encontrou seu rei em um escravo. Que o maior tesouro que ela tinha a oferecer era a satisfação consentida daquele estranho prazer. E esta teoria ficou ainda mais forte, quando anos depois, ao pé daquele vulcão nasceu um lago. Lindo e limpo como a bela Rainha. Molhado e abundante como se imaginou ser seu último orgasmo. Nunca ousaram construir mais nada ao pé daquele vulcão, mesmo sendo sem dúvida um dos lugares mais belos do mundo. Ainda hoje, eventualmente o vulcão dá sinais de vida, e o lago plácido aquece e turva. Segundo a lenda, até hoje o escravo-rei serve à sua Rainha, dizem que se fundiram à natureza. E quando o abalo acontece é porque ela está à beira de mais um orgasmo com ele a satisfazê-la.
Imagem: Caress - Luis Royo
