Conspiração Internacional – Beattrice
Setembro 20, 2008
Ando sumida, eu sei… Outros projetos, outras praias, peço desculpas e apareço sempre que puder, ok?! O Texto abaixo encontrei por acaso, fazia uma busca sobre sei lá o que em meu gmail e apareceu este texto de 2006, que fiz para um amigo que ama mulheres amarradinhas, no melhor estilo Penélope Charmosa. A imagem é de Saudelli, não podia ser mais perfeita. Espero que gostem. Beijos, Beth
Conspiração Internacional
Sentado à mesa ele tamborilava os dedos nitidamente entediado, enquanto se perguntava por que aceitou o convite. Definitivamente, festa em família estando recém separado era tudo o que ele não precisava. A cada minuto a parentada fazia revezamento e um se aproximava para lamentar o fato, com aquela cara de “coitado do Luizinho”, como se, em pleno século vinte e um, separar fosse algo absurdamente incomum. Só ele já era a terceira vez, estava até acostumando às idas e vindas. Incomum era a Tia Penha e o Tio Dedé, cinquenta anos de casamento. Sinceramente, olhando a cara de coitado do tio, não sabia se era uma data a ser comemorada ou lamentada. Uma vida sob a rédea curta da esposa mandona, definitivamente, não era pra qualquer um.
Continuou ali, absorto em seus pensamentos, bebendo o whisky, quando sentiu a mão em seu ombro, preparou a cara de poucos amigos, na esperança que a pessoa se tocasse e saísse à francesa. Levantou o olhar e, apesar de não reconhecer de imediato, quando viu o sorriso aberto lembrou, Tininha, sua prima sardenta de São Paulo, que todo ano vinha passar férias na Vó Luísa.
Caramba, quanto tempo, ele pensou. Passou um filme em sua mente. Lembrou daquele quintal cheio de árvores, do cheiro de terra molhada depois da chuva de verão, da cabana no fundo do quintal, das guerrinhas entre meninos e meninas… Nos finais de semana a casa da vó parecia até colônia de férias de tanta criança brincando por lá. E no final do dia sempre tinha aquele café com bolo, que chamava a gente pelo cheiro, de tão gostoso.
- E aí primo, quanto tempo, hein?! – e logo abraçou-o.
- Tininha… Você está linda, nem te reconheci, está mais…
- Se disser mais gorda apanha! – ela interrompeu com uma gargalhada.
- Nada… Ia dizer gostosa! – disse sorrindo e se protegendo do tapa que veio logo em seguida.
- Safado!!! – ela completou.
- Menina… Tem uns trinta anos que a gente não se vê.
- Na verdade vinte e sete, eu tinha quatorze anos quando papai morreu e depois minha mãe voltou a morar no sul, lembra?! Daí a gente nunca mais se viu. Ficou complicado vir passar férias aqui no Rio.
Engataram uma conversa gostosa, relembrando os velhos tempos, colocando em dia vinte e sete anos de assunto. Falaram dos casamentos, descasamentos, filhos e do novo trabalho dela em terras cariocas. De repente a noite chata mudou totalmente o rumo e sem perceber a festa chegava ao fim. Antes de sair trocaram telefones. E enquanto se afastava, olhou no verso do papel e leu: “Vamos brincar de conspiração internacional?”.
Quando era criança, era com ansiedade que ele esperava as férias. Tininha, a prima sardenta de SP era uma graça e só ela se divertia e aborrecia tanto com ele enquanto brincavam, chegava a chorar de raiva às vezes, mas no fim tudo terminava bem. Ele tinha prazer em espezinhá-la, no entanto estavam sempre juntos. Era a parceira de todas as horas, foram quatro verões, quatro férias de brincadeiras e descobertas junto com os outros primos e primas, no entanto, nenhuma era como ela. “Conspiração internacional”, como ela foi lembrar daquilo?!
Quando se é criança, tudo é aventura e antigamente se era criança até não poder mais. Não é como hoje, aonde sua filha de quinze anos, chega dizendo que deixou de ser virgem e precisa de camisinhas. Tempos modernos… Ser criança naquela época era viver em um filme de ação, descobrir novos mundos sem sair do quintal de casa, fazer de uma escova de cabelo uma arma super poderosa bem ao estilo James Bond. Transformar o barraco dos fundos da casa da vó em Quartel General e dividirem-se em grupos de bandidos e mocinhos na luta do bem contra o mal.
É claro que também brincavam dos jogos clássicos como pique-esconde, pega-pega, queimada… No entanto, somente em “conspiração internacional”, uma espécie de RPG, eles amarravam e torturavam as primas, fazendo cócegas enquanto elas se debatiam como donzelas em perigo até quase fazerem xixi de tanto rir, confessando tudo, até o que não havia para ser confessado. Nas brincadeiras, ele sempre era o espião que se apaixonava pela mocinha (sua prima) e salvava-a no final de tudo. E relembrando riu sozinho.
Demorou uma semana até criar coragem e ligar para a prima, apesar de não ter passado sequer um dia sem pensar nela e na tal brincadeira infantil. Era deliciosamente erótico lembrar cena a cena, as brincadeiras infantis, inclusive masturbar-se lembrando e ele se sentiu meio pervertido por isso. Ela o convidou para almoçar em sua casa, aproveitando que os meninos, dois filhos de dezesseis e quatorze, passariam o final de semana com o pai. Ao telefone eles sequer mencionaram a frase no bilhete, mas havia entre eles uma tensão sexual implícita, disfarçada na sobriedade da voz.
Na casa dela, o almoço preparado por ela mesma e servido à beira da piscina, trouxe mais uma vez à tona os assuntos de infância, as brincadeiras, os detalhes, afinal, era o que tinham em comum, um passado bastante lúdico. Até que em determinado momento olhando diretamente em seus olhos ela comentou:
- Eu era apaixonada por você, sabia?!
- Sabia… Quer dizer, imaginava, mas… Sei lá, acho que isso é natural entre primos – ele disse meio sem graça, ela foi direta demais, não esperava. Definitivamente ela não era mais a garota bobinha que conheceu e aquilo o excitava.
- Lembra do nosso primeiro beijo, lá no barraco? – ela continuava sorrindo com o olhar penetrante.
- Como esquecer? O Beto tinha amarrado você na cadeira, assento e encosto, com as mãos para trás e punhos amarrados também, você estava vendada e amordaçada. Quando cheguei para te soltar (eu era do seu grupo, lembra?!) você se assustou e começou a se debater, as pernas, do joelho para baixo era a única coisa livre, você as debatia com força, os pés descalços e sujos. Aproximei-me de você por trás e fiz apenas: “Shhhhhhhhh, está tudo bem, sou eu, vim te soltar”.
- Vocês eram cruéis, eu já estava ficando com a circulação presa.
- E enquanto eu tentava desamarrar o nó dos seus punhos, pois dali soltaria todo o resto, você continuava se debatendo, tentando falar mesmo com a mordaça, para que eu te desamarrasse rápido. Te vi realmente desesperada. Só que eu não entendia nada do que dizia, resolvi então tirar a mordaça e vi tua boca com os cantos machucados, marcados, o Beto tinha apertado demais a mordaça. Tirei também a venda e pude ver que seu rosto, seus olhos estavam inchados, você havia chorado, passei a mão no teu rosto e você disse…
- Meu herói…
- É! E a gente riu, lembra?!
- Sim…
- E mesmo sem saber como se beijava, fiz como nos filmes, aproximei minha boca da tua e… Bati meus dentes com os seus.
- Provocando outra crise de risos… Só em lembrar já estou rindo.
- Sim, e o teu pedido desesperado: “Me desamarra logo, vai?!”. Pedido que eu obedeci de pronto. Com direito a massagem nas pernas e beijinho no dedão do pé! – falou divertido.
- Nossa… Aquele dia eu nem quis mais brincar lembra?! Fiquei P da vida com o Beto, ele me amarrou forte demais, fiquei com as coxas marcadas por dias, mesmo depois de você ter massageado. Beto era sádico, uma vez ele fez a Ana mijar nas calças de tanta cosquinha coitada.
- Realmente ele era muito mais hard que eu. O que era bom, pois quando eu salvava vocês era muito bem recompensado – disse isso rindo muito.
- Seu canalha, não vai dizer que você também beijou a Ana e a Gabi?
- A Ana não, mas a Gabi…
- Tarado! – ela disse rindo, dando uns tapas nele.
Ele então a segurou pelos punhos e de maneira firme, mas não agressivo, abaixou seus braços, colocando-a de pé e encostando o corpo ao dela sensualmente. Ela não ofereceu nenhuma resistência, mas olhava-o diretamente nos olhos de maneira desafiadora. Ele inclinou seu rosto para beijá-la, mas ela virou o rosto, ele tentou novamente e ela divertidamente repetiu o gesto, até que da terceira vez ela deixou-se beijar. Um beijo longo, intenso, ele sentiu as pernas dela fraquejarem, soltou seus braços e ela logo os envolveu em seu pescoço. E então, como uma gata, ela foi se enroscando mais e mais em seu corpo, esgueirando-se, ficando na ponta dos pés até falar baixinho em seu ouvido:
- Vamos aproveitar que estamos sozinhos… Faz de novo?
E quando ele se inclinou para beijá-la novamente ela interrompeu:
- Não! Beijo não! Não agora… Não ainda…
- Hummmm… Acho que não estou entendendo nada…
- Está sim! Só preciso que me amarre, coloque a venda em meus olhos, amordace e…
- E…
- Seja novamente o meu herói! – disse olhando bem no fundo dos seus olhos.
Sem pensar duas vezes, pegou-a no colo como fazem os heróis, e enquanto ela se agarrava ao seu pescoço e balançava as pernas divertidamente no ar, ele subia as escadas a caminho do quarto. Tinha nos braços a mesma menina sardenta de outrora, agora tão deliciosamente mulher. A mente fervilhando de idéias e desejos inesperadamente resgatados do baú das lembranças.
Ela disse – Ele disse
Fevereiro 23, 2008
Uma inversão de papéis. Não, o conto a seguir não trata do tema, mas é que depois de mostrar este conto, onde faço toda a narrativa do ponto de vista masculino, o Casto perguntou se poderia fazer uma continuação do conto e eu disse que permitia, desde que fosse do ponto de vista feminino. Jogo feito, sorte lançada. O que vocês vão ver a seguir é esta experiencia. Espero que gostem.
Carinha de Anjo
- Cara, eu preciso contar pra alguém o que me aconteceu senão vou pirar – disse ele afobado, muito preocupado e ansioso, até.
- Fala aí, Mané, mas respira, porque senão você não me conta é nada – incentivei já bem curioso.
- Sabe a Paulinha? Aquela bonitinha que a gente conheceu na praia… Tava com tia, sobrinho, papagaio, periquito, lembra?
- Aquela com carinha de anjo? Claro que lembro, vocês estão saindo, né? Tá criando, né rapaz? Vi vocês outro dia lá na beira da praia – dei uma sacaneada batendo no ombro dele, mas ele suava frio.
- Sacaneia não moleque! Quando eu te contar o que aquela carinha de anjo fez comigo, putaqueopariu…
- Tô ficando preocupado, cara, conta logo.
- Então, depois daquele dia na praia grudei na menina. Peguei telefone e tal. A guria além de linda é inteligente, quer ser astrofísica, manja um monte de coisa que eu não entendo nada, mas que eu fiquei tão fissurado nela que até fui olhar no Google pra não dar vexame. Toda vez que eu ligava ela estava ocupada, estudando, no cursinho, no francês, no inglês… Cara que mulher difícil. E acho que quanto mais ela me despachava, mais eu gamava… – dei uma risadinha, que otário, pensei, mas ele continuou.
- Você ri, né? Tá rindo porque não prestou atenção direito naquela bunda empinadinha, naqueles peitos que cabem na mão, no andar dela… Putz, a Paulinha andando me mata, aqueles vestidinhos soltos que ela usa acabam comigo. Meti na cabeça que enquanto não pegasse a guria não ia sossegar.
Aquele dia que você viu a gente na beira da praia eu tinha convencido ela a tomar uma água de coco, entre o inglês e o cursinho, pra não atrapalhar a agenda. Foda é que nem com todos os meus esforços consegui roubar um beijo daquela deusa. E quanto mais a mina me sacaneava, mais eu gamava. Tava nem dormindo mais. Pior que ela parecia notar, mas fingia arzinho de inocente, saca? Aquela guria é um demônio, tô hipnotizado, sei lá.
- Pô cara, se tá assim sai fora, você o rei da mulherada, vai deixa aquela coisinha de dominar?
- Não! O pior você não sabe, não faz idéia, tenho até vergonha de contar, mas se não contar pra alguém eu vou explodir. Você é meu amigo, vai me ouvir, não vai?
- Você já está enchendo, cara, conta logo. Tô começando a ficar preocupado, caralho!
- Na sexta passada ela me ligou, do nada, perguntando se eu podia passar na casa dela. Os pais estavam viajando e ela não queria ficar sozinha. Pensei, pronto, ela caiu na minha, está no papo, vou me dar bem. Corri pra casa dela, só deu tempo de tomar um banho e sair, meu pau latejava de tanto tesão, bati uma pra ela no banho mesmo, pra não chegar lá de pau duro e passar vergonha, ia parecer adolescente babão, não dava.
Ela me abre a porta do apê com um pijaminha rosa. Cara… Pijaminha rosa, sem sutiã nem calcinha, só a porra do pijama. O peitinho dela parecia querer furar a blusa, minha boca encheu d’água, o pau ficou duro de novo e eu não sabia mais o que fazer. Ela sentou no sofá jogou uma almofada no chão, mandou que eu sentasse, disse que estava ouvindo música e passando creme no pé, pouco antes de eu chegar. Perguntou se eu queria passar creme no pé dela. Aceitei na hora, é claro.
Você já teve tanto tesão numa mulher que teve a sensação de que acariciar o pé dela é a mesma coisa que acariciar qualquer outra parte do corpo? Era exatamente isso. Enquanto eu acariciava aquele pé, o telefone tocou, era a Ana, amiga dela. Ela começou a conversar com a amiga e simplesmente esqueceu de mim. Fala sério, a guria esqueceu aquele pé lindo no meu colo e eu fiquei ali, ouvindo a conversa dela e massageando aquele pezinho. E nem te conto, ela tava conversando sobre outros caras, deu pra sacar, mas minha sede de pegar a mina era tanta, que eu fingi não ouvir nada e fiquei só passando creminho no pé dela. Melhor dividir com os outros do que comer merda sozinho, não acha?
- Você tá ficando louco cara, a guria estava falando de outros caras na tua frente, te ignorando aos pés dela e você ficou só passando creminho? Você pirou!
- Calma, calma, você ainda não viu nada! Quando eu disse que aquela carinha de anjo escondia um demônio eu não estava brincando não. Depois de mais de uma hora conversando com a Ana, ela disse que estava com sede, mandou eu ir pegar água pra ela na cozinha. E eu fui. Sei lá, quando eu disse que ela me enfeitiçou não estou brincando. Quanto mais ela me fazia de otário, mais eu gostava. Aumenta o som, abaixa o som, troca o CD… Cara, eu não sei o que tanto ela tinha a falar com a amiga, mas acho que ela ficou umas 3 horas no telefone.
- E você lá! Passando creminho – zombei.
- Não… Fiz uma porrada de coisa pra ela, ela pedia de uma maneira que eu não tinha como negar. Pedi pizza, cortei, coloquei nos pratos… Tava até gostoso ficar ali servindo ela, mas quando ela desligou, putaqueopariu…
- O que? O que foi? – já tava curioso com o que viria depois, meu amigo tava doido, queria saber até onde ele desceria por conta da tal Paulinha.
- Ela me chamou pertinho e me agradeceu dando um beijo, cara, mas foi um puta beijo. Você não tem noção. Quase que eu gozei ali, nunca um beijo me deu tanto tesão. Pensei, é agora que eu como, mas quem disse? Ela levantou e foi pro quarto dela, pedindo que eu fosse também, e quando eu fui andando ela com a voz mais doce do mundo disse que não de pé, de quatro, igual cachorrinho.
- E você foi?
- Claro! Você não tem noção do que é um pedido dela. É impossível dizer não. Fui atrás dela, de quatro, igual cachorrinho, tendo a visão mais linda do mundo daquela bundinha empinada enquanto andava.
- Cara, você está com problemas, já viu como os teus olhos estão brilhando? Você tá doido… Pelo menos comeu?
- Espera cara, deixa de ser ansioso, o pior ainda está por vir, de anjo ela só tem a carinha e você vai me entender por que digo isso. Quando cheguei no quarto, ela pediu que eu ficasse de pé novamente, me deu outro beijo que me deixou com 110% de paudurescência, encostando o corpo ao meu, me deixando sentir que estava mesmo sem calcinha e perguntou ao meu ouvido se confiava nela. É claro que confiava, confirmei. Como eu te disse antes, faria tudo para comê-la. E aí sim eu acho que fiz merda cara.
- Por que? Por que?
- Porque aquele demônio de pijama cor de rosa, tinha uma maletinha também rosa, onde tinha um monte de coisas, que de longe eu só conseguia ver que eram todas também rosa.
Soltei uma gargalhada, era rosa demais, ninguém merece.
- Não ri cara! Se fosse só aquela porrada de coisa rosa, mas a guria me convenceu a tirar a roupa, sentar na cadeira e me algemou com as mãos para trás. Porra, a algema tinha pelúcia rosa, até eu queria rir daquele kit Pink Panter, mas estava com um puta tesão, cada vez que sentia ela roçar os peitinhos e a bucetinha em mim.
- Cara, a Paulinha é sadomasô? Com aquela carinha… Putaqueopariu!
- É sadomasô que se diz? Sei lá, só sei que meu pau não descia de jeito nenhum, nem quando ela colocou um lenço em meus olhos tapando minha vista, quanto mais quando senti ela colocar um treco prendendo meu mamilos, só disse que não curtia dor, mas ela era foda, uma morde assopra. Fazia uma ruindade e um carinho. Cara, a guria sentou no meu colo, encostando a bunda no meu pau e se masturbou em cima de mim. Ela dizia passo a passo o que estava fazendo. Senti a respiração ofegar, o corpinho estremecer, ouvi o gemidinho e não via porra nenhuma. Nem podia fazer nada, caralho. Tava amarrado e com os olhos vendados. A Paulinha é foda. Eu doido pra fuder aquela bucetinha e ela se masturbando e me enlouquecendo ali com a bunda no meu pau e o próprio dedinho nela. Foda!
Meu pau latejava, eu implorava por aquela xoxotinha e ela ria. Putz, que mulher malvada. Ela se divertia igual criança. Teve uma hora que percebi, ela queria me colocar uma mordaça. Eu gelei! Não queria consentir, mas…
- A Paulinha sabia convencer… Sei. – disse sacaneando.
- Pois é cara, deixei ela colocar aquela bola com umas tiras na minha boca, devia ser rosa, nem sei, tava de olho fechado mesmo. Depois disso ela me amarrou o pau vinha com um treco e dava umas batidinhas nele, não chegava a doer, ela tinha cuidado, mas com as bolas amarradas, até a mamada que ela deu em meu pau doía. Doía e o pau ficava duro, muito duro. Ela mamava de um jeito que eu pensava que ia esporrar num misto de dor e prazer. Com a mordaça, eu sentia a chupada dolorida, mas podia gritar à vontade, urrar, ela sorria e dizia que era só mais um pouquinho.
- Porra você é doido, me deu dor aqui só em pensar. Que mulher maluca! Você foi dar parte na polícia? Depois dessa nem te pergunto mais se comeu, do jeito que é doida…
- Que polícia cara! Nem te contei o pior…
- Caralho! Tem pior?
- Ou melhor, sei lá, depois disso, nem sei mais de nada. Quando eu pensei que a sensação mais doida de prazer e dor que eu poderia passar era essa mamada no meu pau, ela veio com uma camisinha e encapou o cara lá embaixo. Liberou as amarras e meu pau quase explodiu, como se todo o sangue do meu corpo estivesse fluindo para o pau, que pulava, você não tem noção. A safada sentou nele e começou a trepar, cavalgando ele, minhas bolas doíam, mas meu pau era um sem vergonha e estava adorando a potrinha doida pulando nele. Ainda bem que eu estava amordaçado, porque ouvir aquela guria gemendo e roçando os peitos em mim, foi foda, gozei num berro, forte, senti a porra sair, enquanto meu corpo estremecia, e o dela também, ela tinha gozado também, foi tesão demais. Fiquei um tempo ainda sentindo os espasmos, a contração da bucetinha dela em meu pau. Fiquei muito tempo ali, sentado, com ela sentada em mim, até que ela levantou, vestiu um roupão, nem vi a guria pelada, acredita?! Ela me tirou a venda, as algemas, mandou eu me vestir e ir embora. Saí de lá tonto, cara…
- Putaqueopariu!
- Putaqueopariu digo eu meu amigo, que foda!
- Cara essa guria é doida você tem que dar parte dela. Ela é psicopata, tem dupla personalidade, sei lá… Sai fora
- Que psicopata, mané, ela é uma deusa, isso sim. A mulher é tão gostosa, que pode fazer o que quiser comigo que eu deixo isso sim.
- Pirou… Essa mina te usou cara.
- Pirei nada, foda é que quanto mais eu ligo, mais ela me ignora. Desde sexta-feira já deixei trocentos recados e ela só me atende quando quer, fala comigo o tempo que tem vontade e o pior é que eu não paro de pensar nela.
- Fudeu!
- Não… Eu tô na boa, ela deixou escapar que neste próximo fim de semana os pais vão viajar novamente e pode ser que ela precise de mim. Bom, tô na torcida, né? A esperança é a última que morre.
Conversa Telefônica
trim-trim..
- Alô…
- Oi Ana, é a Paulinha…
- Oi meu amor, tudo bom? Tava preocupada contigo! Você não me ligou, sempre liga… Como foi a cena com o carinha da praia? Me conta…
- Pois é, foi muito mais do que uma cena, affff… Foi demais… Só que eu tô te ligando para te pedir um favorzinho e também conversar um pouquinho.
- Mas o que rolou entre vocês?
- Você já deve imaginar o que rolou depois que desligamos…
- Ah, claro, mas fala logo amiga… Quer me matar de curiosidade!
- Ai Ana, ele é muito, muito gostoso, tem um bum-bum durinho e um potencial submisso incrível. Um diamante bruto…
- Não exagera! Detalhes, conte-me os detalhes.
- Você sabe que eu não sou exagerada. Bem e sabe do que eu gosto não é? Ele dançou a minha música… Sinceramente… Quando vejo uma oportunidade, não desperdiço…
- Com certeza Paula!
- Eu acho que o Marcelo tem grande potencial para se tornar meu! Digo meu escravo! Meu homenzinho submisso, que vai realizar todos os meus desejos. Eu Vou investir nele, vou criá-lo. No início, eu tava só me divertindo, não queria nada com ele. Mas.. Você vai ver do jeito que eu vou deixá-lo.
- Por quê você achou tudo isso? Ele não é exatamente um Dionísio, é até mediano em vários aspectos!
- Por que ele aceitou tudo, fez tudinho que eu mandei, sem vacilar… Ele foi perseverante, me procurou durante dias e foi muito viril… Eu desdenhei, esnobei, humilhei e ele resistiu… Ele sofreu um bocado na minha mão, mas mesmo assim continou…
- Sério?
- Sim! E ele tem uma língua nervosa… O desejo dele por mim foi mais forte do que tudo. Eu o pus a prova… O tesão dele foi maior do que o constrangimento ou medo. Ele teve coragem e muita testosterona. Eu vi que quanto mais eu o humilhava, mais ele se ressentia, mais se excitava e se entregava.
-Estava indefeso, todinho na tua mão…
- Sim e quando estava vendado, ficou hiper receptivo ao meu toque e carícias. Depois que eu o amarrei na cadeira, ele explodiu de tesão! Quando amarrei o pau dele com àquelas titinhas de couro… Nossa! Ficou pulsando, latejando e não parava de gemer…
- Você é uma bruxinha malvada! No primeiro encontro e já aprontou com o cara… Não acredito que você fez tudo isso na primeira vez…
- Ana, ele Andou de quatro na coleira como um cachorrinho na minha casa…
- Você tem borogodó mesmo mulher!
- Não se trata disso… Já te expliquei… Todo homem é candidato a submisso, por que pensam com a cabeça de baixo, quanto mais tesão melhor. Na realidade os homens são todos escravos de si mesmos, de seus hormônios e de seu desejo de transar e gozar. Eles fazem tudo por nós quando têm tesão. Faz parte da natureza deles. E a gente tem que saber tirar proveito disso. Enquanto não gozam é tão fácil amiga…
- Paula, Você sabe muito bem como conduzi-los…
- Sim, só acho que não se pode ter pena deles ou dar moleza….
- Mas ele teve alguma recompensa?
- Claro, eu gozei muito!
- E ele?
- Preciso te responder? Claro que não!
- Só a gente que goza!
- Você tem toda razão amiga, mas sinceramente… Eu acho que é muito melhor para eles ficarem assim, basta se acostumar.
- Os submissos têm o privilégio de dos servir e adorar…
- O homem-escravo é muito mais feliz do que o homem-galinha, homem-egoísta, homem-machão, enfim homem-livre. O homem-livre faz besteira, não se completa ou satisfaz nunca. Ele se machuca facilmente e machuca as pessoas ao seu redor. Tudo mundo acaba triste.
- Por isso, eles precisam de constante supervisão e controle feminino… É melhor para eles e muito melhor para nós!
- O Marcelo é um sortudo por ter caido nas minhas garras! Tomara que ele aproveite essa oportunidade…
- Os homens livres são uns traidores…
- Lógico Ana, sem falar na questão da traição… Homens livres são infiéis por natureza, é impossivel para eles, por isso precisamos fazer com que eles abdiquem da sua liberdade por livre e espontânea vontade para se tornarem criaturas fiéis, felizes e realizadas.
- Isso mesmo, não toleramos traição e mentiras… E o que ele tem de especial além da submissão inata…
- Claro Ana, traição não tem perdão! Bom, eu realmente gostei dele, da pele, beijo, ele foi tão meigo ao sofrer na minha mão. Quero colocá-lo no programa de castidade imediatamente. Sábado ele sai lá de casa usando cinto de castidade!
- Boa sorte amiga, tenho que ir trabalhar agora. Bem, depois nos falamos via MSN…
- Ok. Beijos querida. Quero te pedir teu chicote rabo-de-gato emprestado e aquele prendedor de mamilos perverso. Você me empresta aquele modelito em couro?
- Claro, passa aqui em casa que eu te empresto, pega o que precisar. beijos, tchau…
- Valeu amiga tchau…
A primeira vez de Afrodite – Afrodite
Janeiro 17, 2008
O blog está começando, o nome é Faz Parte do Meu Show - o nosso personagem de cada dia. Os autores Dionísio e Afrodite, personas de dois jovens cheios de boas histórias pra contar. O que podemos esperar? Bem… Segue uma amostra abaixo. É ler e conferir.

Ele demorou a chegar, mas quando o vi meus olhos brilharam e o meu desejo aumentou…
A última vez que nos vimos tínhamos ido ao cinema, foi no cinema que senti pela primeira vez o gosto do beijo dele, quando ele me beijou meu corpo todo se arrepiou, meu tesão aumentou e o que eu mais queria era sentir o corpo dele, mas no cinema não tinha como…
Depois daquele encontro só falávamos por MSN e telefone, e hoje ele está aqui na minha frente me olhando e me comendo com os olhos…
Saímos dali e fomos direto para o motel, a cada passo que dávamos sentia seu cheiro e meu tesão aumentava… Quando chegamos ele me jogou na cama e me beijou com desejo, meu corpo estremecia e pedia por ele, a cada toque dele meu tesão aumentava e eu já me sentia molhada, ele me beijou toda sem pressa, enfiou sua língua quente dentro da minha boceta encharcada e isso me fez contorcer …
Aquela língua dentro de mim me fazia estremecer, sentia um tesão imenso, não agüentava mais e sentei sobre o pinto dele, pinto lindo, duro quente e gostoso…
A cada rebolada que eu dava via os olhos dele brilharem, olhava aquele rosto lindo, maravilhoso, aquela boca que acabava de me chupar, podia ver a boca dele toda molhada com o meu desejo, beijei aquela boca e pude sentir meu gosto nela…
Ele me pegou de quatro, segurou minha cintura e enfiava aquele pinto maravilhoso dentro de mim, eu o queria e agora eu o tinha dentro de mim, o desejo era muito forte, o tesão aumentava, não agüentando mais gozamos juntos… Ouvir o gemido de prazer dele me deixou mais excitada e o querendo mais e mais…
Deitamos juntinhos… Ele me abraçou, me beijou e pegamos no sono…
Voltamos ao que era antes, conversas pelo telefone e MSN, mas agora algo mudou…Eu sei o gosto dele e ele sabe o meu…
Kama Sutra – Poesia escrita por Casto
Novembro 12, 2007
Recentemente comentei com ele que sempre tive esta poesia como minha mesmo que, possivelmente, não tenha sido escrita pra mim. Um poeta necessita de muita inspiração, uma musa e sofrimento, muito sofrimento. Acho que nunca faltou nenhum destes três elementos ao casto.
É claro que em dois anos e meio de história já fui inspiração de algumas poesias dele, talvez hoje seja até sua musa, certamente também sou causadora de alguns sofrimentos, alguns nem tão sofridos assim, mas creio que o ponto principal da nossa história é que foi a poesia que nos uniu.
Foi a insana compulsão dele pela poesia que me fez notá-lo em meio a tanta gente mais bonita, rica e disponível. Foi através da poesia que passei a ler seus desejos, sofrimentos, que passei a entendê-lo e aceitá-lo, a desejá-lo aconchegado em meu colo, meu.
Bem, ele não é meu, não sei se algum dia será, não como a sociedade prega que devam ser os amantes. Acho que somos mais que isso. Mais que amor, mais que amigo, mentes simbióticas.
Kama Sutra vai contra qualquer cartilha de Dominação Feminina, se é que existe alguma, mas é pra mim, uma das mais belas poesias de amor e submissão que ele já escreveu. Afinal, em Kama Sutra, ele só a possuiu, porque ela o Dominava.

Kama sutra (Hoje será diferente – eu domino)
Vou deitar você de bruços
Coxas presas entre as minhas pernas
Teus braços estendidos em entrega total
Com o peso do meu corpo sobre tuas costas
Contendo teus movimentos
Dominada pelos pulsos
Você não poderá mais escapar de mim.
Mas nada faria ainda se pudesse…
Então vou morder teu pescoço
E tua nuca gentilmente
Lambendo tuas orelhas
Apertando os teus peitos com as mãos
Torcendo teus mamilos tão sensíveis
Delicadamente…
Quero penetrar tua vagina.
Beijando tuas costas.
Ou puxando teus cabelos para trás.
Gemendo nos teus ouvidos.
Murmurando coisas obscenas.
Em total depravação;
Até meu gozo.
Mas não antes do teu.
Lentamente…
Até o fim!
Mas não sem antes descobrir que…
Eu te possuo.
Mas quem me domina para sempre é você.
Imagem retirada da net, desconheço o autor.
Gota d’Arte – Sérgio Efe
Novembro 3, 2007
Minha admiração pelo moço é antiga, quando fiz uma brincadeira com uma das imagens do Sérgio Efe e uma poesia de Castro Alves. Fiquei sabendo dele atrávés de uma insólita aventura com o não menos admirável Biajoni. No entanto, o tempo passa, ele deixou de atualizar o seu Cantodecá no MSN Spaces e eis a minha deliciosa surpresa em ler no post de hoje do Bia, uma chamada para o novo espaço dele.

Gota d’Arte não é um espaço de imagens eróticas, mas sempre tem alguma coisa de erotismo por lá. Nem sei porque gosto tanto da obra do Sérgio Efe, mas tem alguma coisa na maneira que ele se expressa que me toca (Opa! Sem trocadilho, hein?!). Gosto do jeito abusado dele se expressar, uma mistura de arte e poesia, cheio de temas cotidianos e sempre muito instigantes. Passa lá, é no mínimo interessante de ver.

